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Acesso ao km 16 vira foco de CPI na Câmara de São Bernardo

Solicitação para instaurar comissão partiu dos vereadores João Viana e Julinho Fuzari

12/04/2026 | 21:26
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 Os vereadores de São Bernardo João Viana (Cidadania) e Julinho Fuzari (Republicanos), líder do governo na Câmara, protocolaram na última semana pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a obra da alça de acesso ao km 16 da Via Anchieta, executada pela gestão anterior e posteriormente fechada pelo governo Marcelo Lima (Podemos). A instauração da comissão conta com o apoio da maioria dos parlamentares e ainda será submetida à votação.

A medida amplia as apurações já iniciadas por uma comissão especial de vereadores, instituída em março de 2025 com prazo de 120 dias para análise técnica, e eleva o nível de investigação sobre possíveis irregularidades na execução do projeto. A intervenção viária, entregue parcialmente em 2024, vem sendo alvo de questionamentos técnicos e críticas quanto à sua efetividade, movimento que agora evolui para a proposta de CPI.

Após críticas de moradores da região e de motoristas, a Prefeitura reabriu e ampliou o antigo acesso à Anchieta, que havia sido fechado com a entrega da nova alça. À época, Marcelo Lima afirmou que seria instaurada uma sindicância interna para avaliar o projeto, que custou cerca de R$ 32 milhões na primeira etapa. “A população de São Bernardo está claramente insatisfeita e com razão. Afinal, foram R$ 32 milhões para piorar o trânsito da região”, afirmou João Viana.

Relatórios preliminares da Comissão Especial de Obras indicam que a primeira fase pode ter sido executada sem autorização da Ecovias, responsável pela via, condição considerada essencial para esse tipo de intervenção. 

“Os desdobramentos da comissão demonstraram que o buraco é mais embaixo do que se imaginava no caso do km 16 no que tange à relação com a Ecovias. Isso motiva a necessidade de uma apuração mais a fundo, o que sempre defendi”, afirmou João Viana.

A segunda fase da obra não foi autorizada por questões técnicas, o que compromete o projeto original e levanta dúvidas sobre o planejamento da intervenção.

“Existem várias indagações a serem feitas e respostas a serem dadas à população. Foram mais de R$ 32 milhões gastos em uma obra sem finalidade. Houve desapropriações: quais foram os valores gastos? Elas eram realmente necessárias? Além disso, a obra foi iniciada sem aprovação técnica da Artesp ou da Ecovias”, destacou Julinho Fuzari.

Questionada sobre a sindicância e a criação da CPI, a Prefeitura informou que está em andamento um estudo técnico conduzido por empresa independente para análise completa do processo referente à alça do km 16.

“A obra realizada durante a gestão do prefeito Orlando Morando (MDB) não trouxe melhorias para o trânsito da região. Pelo contrário, agravou o fluxo e ocasionou aumento de acidentes. A insatisfação da população foi amplamente registrada nos canais oficiais da Prefeitura. Diante desse cenário, a atual gestão adotou como medida a reabertura do antigo acesso à Anchieta, antes fechado pela administração anterior, acompanhada da reorganização do sistema viário com a implementação de novas faixas de acomodação”, informou a administração municipal.

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