Rio Grande da Serra Prefeito apresenta balanço das ações da gestão, com ênfase na reorganização dos serviços públicos
André Henriques/DGABC

No aniversário de 62 anos de Rio Grande da Serra, o prefeito Akira Auriani (PSB) apresentou um balanço das ações da gestão, com ênfase na reorganização dos serviços públicos. O chefe do Executivo destacou avanços em áreas como saúde, educação, segurança e zeladoria, além de projetar obras e iniciativas para os próximos anos. Ele também abordou desafios enfrentados desde o início do mandato e as medidas adotadas para melhorar o atendimento à população. “Hoje, já é possível enxergar uma cidade mais organizada, com serviços básicos funcionando e entregas que começam a fazer a diferença na vida das pessoas.”
Qual balanço o senhor faz dos projetos e ações desenvolvidos na cidade?
Temos focado naquilo que sempre destaquei nas nossas conversas: fazer com que os serviços básicos funcionem de forma eficiente. Estabelecemos essa meta até maio, mês de aniversário da cidade. Hoje, a saúde está funcionando, assim como a educação, que agora conta com entregas mais pontuais. Na segurança, temos equipes atuando nas ruas. Um ponto importante é a zeladoria, que antes praticamente não existia e era uma das principais demandas da população. Agora, estamos avançando nessa área, que integra o conjunto de serviços fundamentais para Rio Grande da Serra. Além disso, outras secretarias seguem trabalhando intensamente – cito essas áreas porque são as mais demandadas pela população. Também avançamos no desenvolvimento econômico. Antes, uma empresa levava cerca de três meses para se instalar na cidade; hoje, esse processo pode ser concluído em até dois dias. O desenvolvimento social vem sendo fortalecido por meio de programas, o Fundo Social está ativo e a comunicação passou a chegar efetivamente aos bairros, o que antes não acontecia.
E em relação às obras de maior porte?
Entre os grandes projetos, há aqueles que dependem do governo do Estado, sobre os quais mantemos diálogo constante. A reforma da estação de trem, por exemplo, é uma demanda antiga da população e deve avançar. O presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Michael Sotelo Cerqueira) esteve na cidade, em resposta aos nossos pedidos, e sinalizou que a obra será realizada. Também há a nova estação de trem, prevista para o segundo semestre de 2027. Outro projeto importante é a saída da SP-122, que vai melhorar o acesso da entrada da cidade aos bairros. Temos ainda o viaduto da MRS (operadora ferroviária de carga), que, segundo a empresa, está em andamento e com perspectivas positivas. Nossa expectativa é que essas obras avancem ainda este ano. <EM>
Já há projetos para 2027?
Para o próximo ano, a meta é inaugurar a rodoviária entre maio e junho, entregando um equipamento muito aguardado pela população. A cidade não pode mais conviver com obras paradas, como o Mirante e a própria rodoviária. Por isso, também temos como objetivo, até o fim deste ano, assinar o início das obras do Mercado Municipal, a revitalização da Avenida Dom Pedro e o Boulevard da Jean Lieutaud – projetos que devem representar uma virada de chave para o turismo e para um novo padrão de desenvolvimento na cidade. Além disso, seguiremos com entregas mais pontuais, como a reforma de praças, quadras e áreas de lazer. <EM><EM>
Qual análise faz do setor da saúde?
A saúde foi o principal foco do mandato no ano passado, pois já era a maior demanda da cidade durante a campanha. Era evidente a necessidade de organizar os serviços, e esse trabalho foi realizado. Embora ainda existam reclamações – algo comum em qualquer município, já que a demanda na saúde é constante –, houve avanços importantes na estrutura e no atendimento. A urgência na área ocorre o tempo todo, o que dificulta um planejamento totalmente previsível, mas, ainda assim, foi possível estruturar melhor o sistema. Um exemplo é o transporte na saúde: a Prefeitura contava com apenas três veículos, e hoje são 13 em circulação, além da aquisição de mais três. Os veículos foram recuperados, ampliados e colocados em operação, elevando significativamente a capacidade do serviço. Também houve melhorias nas equipes. Atualmente, todas as unidades contam com médicos e enfermeiros efetivos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), o número de profissionais – entre médicos, enfermeiros e auxiliares – foi ampliado, dobrando a equipe e garantindo mais qualidade no atendimento. O tempo de espera, monitorado por sistema, gira hoje entre 30 e 40 minutos, em média, podendo variar em situações de emergência. Outro avanço foi a implementação da farmácia 24 horas, que ampliou o acesso da população aos medicamentos.
Antes, muitos pacientes precisavam sair mais cedo do trabalho para conseguir retirar remédios; agora, com o funcionamento contínuo, o atendimento se tornou mais acessível. A realização de exames também ganhou agilidade, com a estrutura de laboratório integrada, permitindo diagnósticos mais rápidos e maior eficiência nas avaliações médicas. Nos bairros, as equipes do Programa Saúde da Família passaram a atuar de forma mais preventiva, com profissionais comprometidos e um trabalho próximo à comunidade. Houve ainda a modernização no registro de dados: antes, as informações eram feitas em papel, o que gerava perda de dados, retrabalho e até desperdício de recursos. Cerca de R$ 5 milhões deixaram de ser captados por falhas nesse processo. Para resolver o problema, foram adquiridos 60 tablets, permitindo que os agentes de saúde registrem os atendimentos diretamente no sistema, com mais precisão, agilidade e eficiência. Também inauguramos o Centro Médico e de Especialidades e reduzimos entre 50% e 60% as filas por atendimento especializado. Hoje, restam apenas demandas pontuais, que já estão sendo encaminhadas para solução. Implementamos ainda serviços voltados às mulheres, garantindo mais dignidade e rapidez na prevenção, além do programa Mulher Rio Grandense. Para as gestantes, passamos a oferecer uma cartilha de acompanhamento da gestação – antes, esse controle era feito em uma simples folha de sulfite. Outro avanço importante foi o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Conseguimos implantar a base na cidade e teremos cinco equipes em funcionamento. Vamos manter o serviço por um ou dois meses até que o governo federal passe a contribuir com o custeio. O Samu é, sem dúvida, a cereja do bolo para a cidade.
O que pretende fazer para fomentar o turismo na cidade?
Estamos aprovando um Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento, linha de crédito da Caixa Econômica Federal) de R$ 20 milhões para estruturar o receptivo da cidade. Com isso organizado, Rio Grande começa a funcionar de fato. A partir daí, passamos a integrar as atividades de Ribeirão Pires e Paranapiacaba às da cidade, inclusive para promover a região fora daqui. O maior problema do turista é chegar a um lugar e não saber para onde ir. Por isso, precisamos de um ponto estruturado que oriente sobre o que fazer e para onde ir. Está tudo seguindo conforme planejado. Outro ponto é que o pedido para que Rio Grande se torne MIT (Município de Interesse Turístico) avançou na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Conversamos na semana passada com a Secretaria de Estado, e a solicitação foi aprovada. Agora, segue para votação em plenário, o que deve ocorrer ainda neste mês de maio. Foi uma conquista importante, fruto do nosso esforço em apresentar propostas, mostrar o que estamos fazendo e reforçar a importância do turismo para a cidade.
Qual mensagem o senhor deixa para os moradores de Rio Grande neste aniversário?
Rio Grande da Serra completa 62 anos de emancipação política, e hoje nossa equipe tem a satisfação de mostrar o quanto estamos empenhados em fazer um grande trabalho e transformar o município, como nos comprometemos. Sabemos que assumimos uma cidade com muitas dificuldades e problemas que se arrastavam há anos, mas, aos poucos, estamos avançando com o apoio da nossa equipe, dos colaboradores, do governo do Estado e do governo federal. Hoje, já é possível enxergar uma cidade mais organizada, com serviços básicos funcionando e entregas que começam a fazer a diferença na vida das pessoas. Sabemos que, muitas vezes, é difícil acreditar, mas pedimos que a população não perca a esperança, porque a mudança está acontecendo em Rio Grande da Serra.
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