'Diário' 68 anos Há 68 anos, o ‘Diário’ preserva a força do jornal impresso, que chega de segunda a domingo nas bancas
FOTO: Denis Maciel 8/5/25

O Diário, desde 1958, ainda como News Seller, testemunha a história do Grande ABC, que vem se desenvolvendo ao longo dos anos. As páginas do jornal narram, diariamente, os principais acontecimentos políticos, econômicos, sociais e culturais, regionais, do Brasil e do mundo, que estão eternizados pelas 20.164 edições produzidas até hoje.
O jornal, que ainda segue a tradição do impresso, cobriu importantes fatos históricos e se consolidou como principal fonte de informação do Grande ABC. Em tempos tecnológicos, o papel tem relevância e força que se somam à agilidade e alcance do digital, mas que poucos veículos de comunicação conseguiram manter.
O jornalista, memorialista e colunista do Diário, Ademir Medici, destaca que poucos periódicos ainda podem ser encontrados nas bancas. “Hoje a imprensa escrita enfrenta um problema mundial. O Diário investe no on-line, mas mantém o impresso. O Diarinho é um grande exemplo. O Globo e o Estadão tinham seu suplemento infantil e hoje não têm mais”, ressalta. Já no veículo de comunicação que hoje celebra 68 anos de existência, o caderno voltado para as crianças, criado no ano de 1971 acompanha, desde então, as edições dominicais.
Em 68 anos, o Diário nunca deixou de entregar uma edição aos leitores. Nem mesmo no período de 22 a 29 de maio de 1979, quando os jornalistas paulistas cruzaram os braços em apoio aos metalúrgicos que protestavam contra a ditadura militar (1964-1985). “Parte da redação não aderiu e inclusive noticiou a greve”, conta Medici, que trabalha no veículo desde 1972.
Além das informações que não deixaram de ser noticiadas e distribuídas um só dia, uma das grandes contribuições que o jornal trouxe, conforme destaca o memorialista, é a sua contribuição para a profissionalização do jornalista.
“O Diário, desde a época do News Seller, sempre se preocupou muito com a formação da categoria, registrando os profissionais quando não havia um registro. Em outros veículos era um diretor de uma empresa, por exemplo, que escrevia uma coluna. Hoje seguimos critérios mundiais para a imprensa, mas que até então não existiam. Foi importante isso, mesmo com todas as dificuldades”, ressalta Medici.
PALÁCIO DA IMPRENSA
Na década de 1970 o prédio do Diário, na Rua Catequese, em Santo André, ganhou um apelido que traduzia a dimensão de sua estrutura: Palácio da Imprensa. No imóvel, feito para ser amplo e capaz de receber grandes equipamentos, trabalhavam por dia aproximadamente 50 máquinas de impressão dos jornais. O espaço conserva parte dessa história com preservação de uma dessas impressoras da época que fica exposta na recepção do edifício.
A estrutura do prédio reforçava essa imagem. Projetado pelo arquiteto Jorge Olavo dos Santos Bomfim (1934-2021), o edifício é todo voltado para o Paço da cidade e já tinha uma altura máxima definida naquele período, em 1972.
MEMÓRIA
A coluna Memória, dedicada a preservar a identidade das sete cidades, foi lançada em 2 de setembro de 1987 e desde então é assinada pelo jornalista Ademir Medici. No decorrer dos anos ganhou espaço e atualmente ocupa uma página inteira do jornal, figurando entre as mais lidas – inclusive em sua versão digital.
O conteúdo aborda diversos temas, de cultura e esporte a política e economia, em diferentes épocas, trazendo a oportunidade de não deixar fatos serem esquecidos e se perderem no tempo. “A Memória é um mini jornal, com todas as editorias, que aproxima gerações; é como uma interação entre jovens e avós”, define.
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