Na Câmara Mazinho foi hostilizado e ao retrucar se envolveu em confusão nos corredores do Legislativo
FOTO: Wilson Guardia

O vereador bolsonarista de Mauá Erismar Soares Clementino, o Mazinho (PL), se envolveu nesta terça-feira (12) em bate-boca com uma liderança sindical nos corredores da Câmara, enquanto ocorria a sessão.
O parlamentar, que minutos antes, em plenário, defendeu a formação de uma comissão composta por servidores públicos, Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) e vereadores para discutir a pauta de reivindicações da categoria, ao tentar intermediar, acabou se desentendendo com um diretor da entidade.
Segundo o parlamentar, enquanto intermediava o acesso à sala de reuniões, um sindicalista teria o ofendido. Irritado, Mazinho, com dedo em riste e aos berros, exigia respeito. Durante a confusão, o vereador, empurrado, revidou e desferiu um soco contra o sindicalista. A turma do deixa disso entrou no meio e separou a briga até a chegada da GCM (Guarda Civil Municipal).
“O sindicalista me chamou de mentiroso, igual chamou uma mulher de mentirosa, uma professora. Queria saber qual foi a mentira que eu contei para ele”, explicou-se o liberal, que ainda afirmou ser um absurdo ser desrespeitado dentro do Legislativo.
O Diário questionou o Sindserv sobre quem seria o diretor envolvido na confusão com o vereador. Porém, a entidade não se manifestou nesse sentido. Entretanto, confirmou o conflito. “Divergência sobre a condução da luta. O Sindicato é representante legal da categoria, mas o vereador queria escolher que participaria da reunião. Então, houve divergência.”
Os diretores do sindicato e alguns servidores, mesmo sem a pauta de reajuste estar na ordem do dia, foram à Câmara para pedir apoio dos vereadores às reivindicações. Segundo categoria, desde 2025 não há reajuste para os trabalhadores e perda da massa salarial chega a 9,52%.
A Prefeitura de Mauá oferece reajuste de 4,14% e R$ 75 no auxílio-alimentação, o que foi recusado pela categoria em assembleia realizada na segunda-feira (11). A Câmara não se manifestou sobre a confusão e o Executivo não se posicionou sobre as negociações.
Reportagem atualizada às 23h39
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