Experiência inesquecível Estudantes do Colégio Ateneu, em S.Caetano, aprendem fora da sala de aula, durante passeio ao Instituto Butantan
FOTO: Nario Barbosa/DGABC

Aprender olhando, tocando, observando e descobrindo. Foi assim que os estudantes do Colégio Ateneu, de São Caetano, viveram uma experiência inesquecível durante a visita aos museus do Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. O passeio aconteceu em clima de celebração pelo Dia Internacional dos Museus, comemorado no dia 18 de maio, data criada em 1977 pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus), organização ligada à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), para destacar toda a importância destas instituições culturais na educação e no desenvolvimento da sociedade.
No decorrer da excursão, os alunos conheceram diferentes espaços, cada um com temas ligados à ciência, saúde e história, estudando de uma forma muito mais dinâmica, longe das salas de aula e mais próximo da prática.
O pequeno Lorenzo Araujo Conocchiari, 9 anos, fez uma visita ao Museu Histórico – Espaço Terra Firme, onde conheceu mais sobre a história da entidade, observou antigos equipamentos utilizados na produção de soros e conheceu mais sobre o trabalho do cientista Vital Brazil (1865-1950). Para ele, a interatividade foi divertida. “Gostei de mexer nas coisas, olhar no microscópio e observar tudo de perto. Os museus ajudam a guardar coisas do passado para as pessoas conhecerem mais”, disse.
Quem também aproveitou foi Alice Fogato Pimpinela, 9. Apaixonada por biologia, ela visitou o Museu da Vacina, espaço que mistura tecnologia, ciência e inúmeras atividades para conscientizar sobre a importância da vacinação, desde as propagandas do carismático Zé Gotinha até a erradicação de doenças, como a varíola e a poliomielite. “Nos museus a gente consegue aprender e se divertir ao mesmo tempo. Eu achei muito legal, pois tem objetos, histórias e coisas que fazem a gente entender melhor o mundo”, comentou.
Já Catarina Della Coletta Yudic, 9, conheceu o Museu da Microbiologia, voltado ao universo dos vírus, bactérias, germes e micro-organismos, e destacou as lições relacionadas à saúde e aos cuidados com a fauna. “Descobri muitas coisas importantes nessa excursão, como o cuidado com os animais. É um lugar diferente que chama bastante atenção, e ajuda a entender melhor o que vemos nos livros”, explicou.
Agora no Museu Biológico, a jovem Julia Kotzent Gonçalves, 9, ficou encantada com as cobras expostas no local, das mais diferentes espécies, como jararacas, cascavéis, jiboias, najas e a famosa sucuri. Para ela, a possibilidade de observar tudo de pertinho faz bastante diferença. “Prefiro aprender nos museus, porque podemos andar por cada um dos espaços e olhar as coisas com calma. Na sala de aula nem sempre dá para fazer isso, então é uma sensação bem legal”, comentou.
Além de proporcionar conhecimento, os museus também despertam curiosidade, criatividade e vontade de descobrir mais sobre o mundo. Para as crianças, a visita ao Instituto Butantan mostrou que aprender pode ser divertido, interativo e cheio de descobertas fantásticas. Em tempos cada vez mais ligados às telas dos celulares, os espaços culturais continuam sendo fundamentais para aproximar as pessoas da ciência e da história.
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