ARTE: Fernandes

O tempo médio para a realização do primeiro julgamento nos processos de violência doméstica contra a mulher da região, de acordo com dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) até 30 de junho, é de 560 dias, o que representa aproximadamente um ano e meio de espera. No primeiro semestre deste ano, 1.221 ações foram julgadas nas sete cidades, que acumulam 16.542 pendentes.
A demora gera risco às vítimas, que ficam vulneráveis perante o agressor. O tema ganha força neste mês por meio da campanha Agosto Lilás, que alerta para a conscientização pelo fim da violência doméstica contra a mulher. A data foi criada para divulgar a Lei Maria da Penha, em referência ao aniversário da norma, sancionada em 7 de agosto de 2006.
No Estado, a espera para julgar um agressor é de 380 dias e no País, 401. A média do Grande ABC foi puxada por Rio Grande da Serra, com demora de 1.781 dias. A cidade com menor morosidade é Mauá (240). Em Santo André e São Bernardo, únicos municípios da região que possuem varas especializadas em violência doméstica, os números são 512 e 266, respectivamente.
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