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Qual é o melhor adoçante? Especialista explica o que considerar na escolha

Especialista afirma que não há opção ideal para todos e recomenda considerar condições de saúde, hábitos alimentares e necessidade de uso

09/09/2026 | 17:02
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FOTO: Freepik Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com a preocupação crescente em reduzir o consumo de açúcar, os adoçantes ganharam espaço na alimentação. No entanto, diante de tantas opções disponíveis — como estévia, sucralose, xilitol, eritritol, sacarina e aspartame —, uma dúvida é frequente: afinal, existe um adoçante melhor para a saúde?

Segundo Mariana Cristina Cabral Silva, professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André, a resposta depende do perfil de cada pessoa, das condições de saúde e, principalmente, da forma como o adoçante é utilizado.

"Não existe um único adoçante ideal para todas as pessoas. O mais importante é avaliar a necessidade do seu uso, o contexto da alimentação e lembrar que nenhum adoçante substitui hábitos saudáveis."

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Antes de escolher um adoçante, vale a pena perguntar: ele é realmente necessário?

A especialista explica que o primeiro objetivo deve ser reduzir gradualmente a preferência por sabores muito doces, em vez de simplesmente trocar o açúcar por adoçantes.

"Nosso paladar pode ser educado. Com o tempo, é possível diminuir a quantidade de açúcar ou adoçante utilizada em cafés, chás e outras bebidas, tornando a alimentação naturalmente mais saudável."

Essa orientação está alinhada às recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), segundo as quais adoçantes sem açúcar não devem ser utilizados como estratégia isolada para emagrecimento ou prevenção de doenças crônicas, embora possam ter indicações específicas para determinados grupos.

Conheça os principais tipos

Estévia

Extraída de uma planta, a estévia é um adoçante de origem natural, com alto poder adoçante e baixo impacto sobre a glicemia.

Vantagens:

  • origem vegetal;
  • poucas ou nenhuma caloria;
  • pode ser uma opção para pessoas com diabetes.

Limitação:

  • algumas pessoas percebem sabor residual amargo.

Sucralose

É um dos adoçantes artificiais mais utilizados.

Vantagens:

  • sabor semelhante ao açúcar;
  • boa estabilidade em preparações quentes;
  • baixo impacto sobre a glicemia.

Xilitol

Pertence ao grupo dos polióis.

Vantagens:

  • baixo índice glicêmico;
  • sabor semelhante ao açúcar;
  • menor impacto sobre a saúde bucal.

Cuidados:

  • quando consumido em excesso, pode provocar gases, distensão abdominal e diarreia.

Eritritol

Também pertence ao grupo dos polióis e apresenta poucas calorias.

Vantagens:

  • baixo impacto sobre a glicemia;
  • costuma ser mais bem tolerado pelo organismo do que outros polióis.

Aspartame

É um dos adoçantes mais estudados do mundo.

A OMS classificou o aspartame como "possivelmente carcinogênico", no Grupo 2B da Iarc. Já o comitê internacional FAO/OMS (Jecfa) manteve a ingestão diária aceitável em 40 mg por quilo de peso corporal e considerou seguro o consumo dentro dos limites estabelecidos.

"Para a maioria das pessoas, o consumo dentro das quantidades recomendadas é considerado seguro. Entretanto, indivíduos com fenilcetonúria não devem consumir aspartame."

Então, qual é o melhor?

Segundo Mariana, quando há necessidade de substituir o açúcar, estévia, sucralose, eritritol e xilitol estão entre as opções utilizadas, sempre levando em consideração as características individuais e a orientação de um profissional de saúde. Não há evidências suficientes para afirmar que um único adoçante seja superior aos demais em todas as situações.

Dicas práticas para escolher melhor

A especialista recomenda:

  • reduzir gradualmente o consumo de açúcar e adoçantes;
  • evitar excessos, mesmo em produtos "zero açúcar";
  • ler os rótulos dos alimentos;
  • priorizar uma alimentação rica em frutas, verduras e alimentos in natura;
  • procurar orientação médica ou nutricional em caso de diabetes ou outras doenças.

O mais importante não é o adoçante, mas o estilo de vida

Segundo Mariana Cristina Cabral Silva, muitas pessoas concentram a atenção apenas no tipo de adoçante e deixam de considerar que a saúde depende do conjunto de hábitos.

"Não adianta trocar o açúcar por adoçante e manter uma alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo e sono inadequado. A prevenção das doenças começa por um estilo de vida equilibrado."

Ela destaca que a Biomedicina contribui para a compreensão de como diferentes substâncias interagem com o organismo e auxilia na promoção da saúde com base em evidências científicas.

"O melhor adoçante é aquele utilizado com consciência, quando realmente necessário, e inserido em uma alimentação saudável. Mais importante do que escolher entre estévia ou sucralose é aprender a depender cada vez menos do sabor excessivamente doce e investir em hábitos que promovam saúde a longo prazo."

Informações institucionais

O Centro Universitário Fundação Santo André, fundação pública municipal, tem mais de 70 anos de atuação e 100 mil alunos formados. A instituição conta com mais de 100 laboratórios, nota máxima 5 na avaliação institucional do MEC (Ministério da Educação) e cursos nas áreas de direito, negócios, engenharia, arquitetura, química, ciência da computação, ciência de dados e inteligência artificial, tecnologia da informação, psicologia e biomedicina, entre outras.

A Fundação Santo André também mantém programas de bolsas de estudo com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino superior no País.

 

Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular

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