Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 20 de setembro de 2026

Queda de juros
‘Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano’ (www.dgabc.com.br). Nesta semana, em reunião do Copom, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14% para 13,75% ao ano, confirmando as expectativas do mercado. Diante da incerteza do período eleitoral e com o petróleo acima de US$ 100 por conta dos conflitos internacionais, a autoridade monetária não sinalizou se haverá novos cortes no próximo encontro, agendado para 3 e 4 de novembro. Graças à autonomia aprovada pelo Congresso em 2021, o Banco Central atua de forma independente. Diante da frouxidão do atual governo na gestão das contas públicas – que levou a Selic de 10,50% em meados de 2024 ao pico de 15% ao ano –, a instituição cumpriu seu papel de guardiã da moeda ao conter a escalada inflacionária. Com a perda de fôlego da inflação a partir de março deste ano, teve início uma trajetória de flexibilização monetária a passo de tartaruga, em ritmo gradual de 0,25 ponto percentual por reunião. Embora o recuo acumulado de 1,25 ponto percentual (dos 15% aos atuais 13,75%) ainda não alivie substancialmente o custo do crédito para empresas e consumidores, a medida já gera uma economia anual estimada em R$ 80 bilhões no pagamento de juros da dívida pública. Resta torcer para que as eleições de outubro resultem na escolha de um governante verdadeiramente comprometido com o equilíbrio fiscal – e não em alguém que considere o superávit primário uma irrelevância.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
Fila do INSS
‘Fila de espera por benefícios do INSS recua, mas especialistas questionam teor de decisões’ (www.dgabc.com.br). O governo comemora a redução da fila do INSS (Instituto Nacional do Serviço Social). Mas há uma pergunta que não pode ser ignorada: a fila diminuiu porque os pedidos foram atendidos ou porque ficou mais difícil chegar até eles? Se o cidadão encontra obstáculos para solicitar o benefício, não consegue cumprir uma exigência, desiste ou recebe uma negativa, ele deixa de aparecer na fila. Mas seu direito desapareceu junto? Fila menor não significa necessariamente problema resolvido. Antes de comemorar uma “fila zerada”, seria preciso informar quantos brasileiros efetivamente receberam o benefício, quantos tiveram o pedido negado, quantos desistiram e quantos sequer conseguiram concluir a solicitação. Porque uma fila também pode diminuir quando se dificulta a entrada nela.
Luciana Lins
Campinas (SP)
Reajuste no Bolsa Família
‘Reajuste de 15% no Bolsa Família injetará R$ 12,5 mi no Grande ABC’ (www.dgabc.com.br). Utilizando-se de mais uma de suas artimanhas, a mais pura e absurda compra de votos de que se tem notícia no mundo, o descondenado reajustou os benefícios sociais em 15%, às vésperas das eleições de 2026. Não bastasse o roubo de R$ 6,8 bilhões dos aposentados, cujo filho e irmão estão envolvidos; o apoio irrestrito, inclusive com nosso dinheiro, a terroristas; as amizades com traficantes; o envolvimento com banqueiros suspeitíssimos etc., etc. e mais etc., agora mais essa. Será que algum candidato ao Congresso e à Presidência teria coragem de apresentar um projeto de lei para acabar com esse tipo medonho de compra de votos? Dou até uma sugestão: “Quem recebe qualquer tipo de benefício social fica impedido de votar enquanto beneficiário”. Tanto a democracia quanto as pessoas honestas e trabalhadoras deste País agradecem.
Vanderlei Retondo
Santo André
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