PT admite falta de verba na campanha de Haddad
Gilmar

A coordenação do PT em São Paulo já tem na ponta da língua a justificativa – ou a desculpa – por eventual derrota de Fernando Haddad no pleito ao governo do Estado logo no primeiro turno, neste domingo (4). “Falta grana para a campanha; a diferença de poder econômico é brutal”, contou à coluna o ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), referindo-se aos gastos do líder das pesquisas, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo prestação de contas parcial das duas candidaturas, disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o petista já consumiu R$ 13,9 milhões na busca pelos votos, enquanto a do republicano despendeu quase o dobro: R$ 24,9 milhões. Diante disso, o que resta fazer? “Pedir para Nossa Senhora Aparecida, Nosso Senhor Jesus Cristo e todos os santos para iluminar a mente do povo paulista”, disse o titular da Pasta.
Bastidores
O ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), que disputa cadeira na Câmara Federal, em caminhada na Vila Palmares na quarta-feira (30), decidiu deixar as rusgas de lado ao passar em frente ao comitê de Luiz Zacarias (Podemos), seu vice entre 2017 e 2024 e hoje postulante a deputado estadual. O tucano desejou boa sorte à equipe do podemista, que não se encontrava no local durante a agenda eleitoral.
Sessão relâmpago
Às vésperas da votação do primeiro turno neste domingo (4), os vereadores de Diadema decidiram não prolongar a sessão de ontem e encerraram tudo por volta de duas horas de trabalhos. Nada habitual, nenhum parlamentar usou a palavra durante a plenária e aprovaram dois únicos projetos. Entre as matérias, recebeu o aval definitivo o texto do governo do prefeito Taka Yamauchi (MDB), que estabelece renegociação de débitos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) dos anos de 2023, 2024 e 2025 em núcleos de interesse social. No Parlamento, todos os 23 parlamentares estão envolvidos de alguma forma no processo eleitoral.
Na cobrança
A vereadora Fernanda Henrique (PT) apresentou ontem requerimento cobrando do governo do prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), informações sobre a fiscalização dos patinetes elétricos no município. Entre os questionamentos apresentados no documento estão o uso por menores, circulação irregular em calçadas, estacionamento inadequado e o número de autuações e reclamações registradas desde a regulamentação do serviço, em 17 de setembro.
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