Donald Trump
É costumeiro o presidente dos Estados Unidos fazer declarações internacionais de que gosta de um presidente, ou de outro, bem como não gosta deste ou daquele, provocando o terror mundial com sua lista proibida – incluso o Brasil. Ameaça incorporar países ao seu território, como Canadá e Groenlândia, sequestrar Presidente, e até “aniquilar” (sic) povos inteiros como 90 milhões de iranianos – declaração recente em discurso na ONU (Organização das Nações Unidas). O aspirante a ditador, no comando da maior potência econômica e bélica do mundo, leva as coisas de acordo com seus caprichos pessoais – econômicos é claro. No Brasil, a Constituição Federal estabelece a impessoalidade. O presidente é mero agente público de Estado, suas preferências pessoais, amizades, não podem direcionar decisões públicas. Nos resta orar para Nossa Senhora Aparecida livrar o mundo desse nefasto, bem como de seus adoradores.
Evaristo de Carvalho Neto-Santo André
Pautas regionais
Acompanhei várias eleições por meio do Diário, notadamente a participação da região nos âmbitos estadual e federal. Os resultados sempre foram decepcionantes, com impactos negativos em nossa região. Faltam lideranças, representatividade e propostas conjuntas em sintonia com os prefeitos, a sociedade civil e, por último, o Consórcio Intermunicipal. Os discursos se repetem a cada eleição: região unida, sincronizada nas pautas. Porém, no meu imaginário, vejo com pessimismo a atuação deles quando os interesses partidários estão acima do bem comum. Há considerações importantes a fazer: recursos dos fundos eleitoral e partidário, enriquecimento ilícito, evolução patrimonial de candidatos após apresentarem suas declarações de Imposto de Renda, o famoso patrimonialismo, conflitos de interesses e bandeiras ideológicas. Projetos importantes encaminhados para a Assembleia Legislativa, como a Cross Regional, não tiveram manifestação de apoio ou chamamento da bancada. O pior é que somos invisíveis em termos de representatividade. Enquanto isso, candidatos querem conceder títulos de honraria a políticos como o candidato Flávio Bolsonaro, que não conhece as cidades e não tem relevância alguma para elas. Como posso acreditar nesta política regional atual? Não é do meu conhecimento nenhum movimento, como abaixo-assinado, em prol do modelo Cross Regional, que poderá salvar vidas. Hospital regional, BRT, modal de transporte público e saúde mental: pautas não faltam. Caros candidatos, sejam mais propositivos. Deixem as diferenças partidárias de lado. Estão aí para servir e representar a comunidade.
Ronaldo Duran-Santo André
Mandatos de deputados
Alguns candidatos a deputado estadual ou federal estão indo para o sexto mandato consecutivo. Fazendo uma pesquisa rápida na internet, percebe-se que alguns desses veteranos candidatos não realizaram nenhum projeto relevante. A maioria, até agora, preocupou-se em preparar o filho ou a filha para assumir um cargo eletivo. Até quando vamos chover no molhado? A política no Brasil continua sendo tratada como uma profissão rentável, passada de pai para filho.
João Camargo-Capital