Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 9 de outubro de 2026

Segundo turno – 1
‘Em votos totais, Flávio Bolsonaro tem 49% ante 45% de Lula no 2º turno, aponta Datafolha’ (www.dgabc.com.br). Na minha opinião de leitor, tomara que eu esteja errado. Se Flávio Bolsonaro for eleito, vai livrar seu pai de todas as acusações, mudar a Constituição em benefício de sua família e, sem disputar a reeleição, colocar seu pai como próximo presidente. Poderá ainda tentar formar um STF (Supremo Tribunal Federal) alinhado aos seus interesses e, assim, a cada eleição, alternar a Presidência entre membros da própria família. Seria uma ditadura em um modelo adaptado aos novos tempos.
Segundo turno – 2
A reputação ilibada do Lula começou a ruir no longínquo ano de 2005. Ainda está bem viva na memória da maioria a célebre entrevista em Paris em que Lula, cândida e calmamente, diante das câmeras, tentou justificar o mensalão, reduzindo-o a mero caixa 2. “O que o PT fez, do ponto de vista eleitoral, é o que é feito no Brasil sistematicamente. Se o partido cometeu erros, tem de explicar para a sociedade onde errou, porque errou e o que vai fazer para consertar o erro. Mas não é por causa do erro de um dirigente ou de um outro, que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção”. Ali, brasileiros concederam a ele e ao PT o benefício da dúvida. A presunção da inocência. Anos depois, descobriu-se que tudo não passava de uma tentativa de dourar mais uma narrativa. Concomitante ao mensalão, veio o aparelhamento da máquina do Estado a serviço de um projeto de perpetuação no poder. O petrolão representou a sofisticação do escândalo anterior. A ele, foi embutido, além do projeto de poder, o benefício pessoal e o enriquecimento próprio, por meio de uma corrupção institucionalizada responsável por sangrar estatais. A farsa se materializou. “A corrupção deveria ser considerada crime hediondo. E, quem saqueia o Estado, merece ir direto para a cadeia”. A frase é da lavra de um autor conhecido: o então presidente Lula, na década de 80, em entrevista concedida a um jornal operário. Que contradição!
Francisco Emídio Carneiro-São Bernardo
Segundo turno – 3
Ao reagir ao avanço de Flávio Bolsonaro, Lula decidiu associar o adversário a possíveis cortes em programas sociais. A estratégia procura atingir diretamente o eleitor de menor renda pelo receio de perder benefícios. Mas há uma questão fundamental: nenhum candidato precisa prometer a retirada de benefícios sociais para defender seu uso responsável. O que se espera de qualquer governo é justamente o contrário: preservar aquilo que é necessário, fiscalizar quem recebe, combater fraudes, evitar desperdícios e impedir abusos. Afinal, quem paga a conta é o contribuinte. Benefício social é política pública, não propriedade de partido ou de governante. O cidadão que recebe um auxílio não deve ser levado a acreditar que precisa votar em determinado candidato para continuar recebendo aquilo a que tem direito. O eleitor mais pobre também tem direito à mudança. Pode avaliar economia, segurança, instituições e governo e escolher livremente seu caminho, sem ser submetido ao medo de perder uma política pública. Portanto, mudança, em uma democracia, não deveria ser apresentada como ameaça.
Segundo turno – 4
Janaína Marques-do Instagram
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