Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 11 de outubro de 2026

Eleições – 1
‘Euforia do mercado com Flávio esbarra na falta de compromissos concretos com cenário fiscal’ (www.dgabc.com.br). Nenhum economista até agora conseguiu explicar o sentido das propostas do Flávio.
Ana Paula Serpa
do Instagram
Eleições – 2
Não, Lula, não adianta procurar um culpado para a derrota no 1º turno. O verdadeiro veneno utilizado durante estes quatro anos de mandato – que estarreceu a maioria dos brasileiros – foi o manjado e desrespeitoso uso dos recursos dos contribuintes e nenhum zelo pelo equilíbrio fiscal. Perdeu-se apoio nas urnas simplesmente porque este governo deixou de cuidar da economia. E, assim como jamais pediram desculpas pela promoção dos maiores esquemas de corrupção do País em gestões anteriores – marcados pelo Mensalão, Lava Jato, estatais à beira da falência e, mais recentemente, o escândalo contra os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) –, os eleitores, que não são idiotas como o presidente pensa, cobraram nas urnas a fatura desta gestão medíocre. De nada adianta a cúpula do PT recorrer a baboseiras para tentar culpar o ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira. Pior ainda é ver um Lula soberbo e atordoado mentir deslavadamente no afã de engabelar a Nação, afirmando que carrega nas costas a “promiscuidade que se estabeleceu na Suprema Corte”. Ora, como se não tivesse sido o próprio presidente a pedir ajuda aos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino para mandar às favas as regras eleitorais. Episódios tão vergonhosos, que macularam a Constituição e o sistema democrático a ponto de a TV Globo, corretamente, suspender o esperado último debate presidencial.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
Empresários
O discurso de defesa dos trabalhadores não deveria transformar os empresários em adversários. São eles que investem, produzem, geram empregos e pagam impostos. Sem atividade econômica, não há riqueza a distribuir. O combate à sonegação é legítimo, mas a busca por mais arrecadação não pode ignorar os custos impostos a quem empreende. Antes de cobrar mais, o governo deveria demonstrar que sabe gastar melhor. O Estado não existe apenas para arrecadar. Existe para servir à sociedade.
Luciana Lins
Campinas (SP)
Hospital Mário Covas
‘Acemel afirma que vai adequar custos e efetivo do Hospital Mário Covas’ (Política, sábado). Lamentáveis e decepcionantes as declarações da nova diretoria que assume o Mário Covas. O pior administrador é o “administrador de caixa”, aquele que não se preocupa com a atividade-fim, só objetiva a diminuição dos custos, limitado a débitos e créditos – um contador de luxo, como se a atividade primordial de interesse público devesse dar lucro. A situação da farmácia de alto custo é de calamidade: sete horas de espera impostas a pessoas enfermas, debilitadas, humilhadas. A situação piorou. Parece mais uma vingança diante das constantes denúncias do Diário, totalmente comprovadas e de conhecimento público. A diretoria deveria sair do gabinete e fazer uma visita semanal de uma hora ao local. O que falta ao agente público é capacidade de administrar bem seus contratos, realocar recursos e exigir o cumprimento das obrigações pelos terceirizados ou trocá-los. Medicamentos – o maior custo – não faltam. Nas declarações, generalistas, não vi preocupação nem priorização daquele serviço, hoje abandonado.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André
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