Tenente aguarda liberação de leito ou home care para receber alta da UTI
Irmão de Elóa está internado há 110 dias no Mário Covas após ser baleado
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, há 110 dias, desde o dia 27 de junho, quando foi baleado na cabeça, o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, 40 anos, aguarda liberação de um leito na enfermaria ou do serviço de home care, de acordo com informações apuradas pelo Diário.
O irmão de Eloá Pimentel, morta em Santo André há 18 anos pelo ex-namorado Lindemberg Alves, está a espera da alta da UTI desde o dia 26 de setembro. O estado de saúde do policial é grave, mas estável. Ele está sedado, com a necessidade de respirador externo, inserido por meio de traqueostomia (abertura na traqueia com inserção de uma cânula para a passagem de ar) e com gastrostomia (sonda para administração de alimentos, líquidos e medicamentos).
Ainda segundo fontes ouvidas pela reportagem, suas funções fisiológicas, no entanto, estão controladas. O paciente não precisa mais de medicação para controlar a pressão arterial e está sem febre após série de infecções. Ao longo das últimas semanas, a sedação foi sendo reduzida e a resposta de seu organismo, positiva.
Questionado, o hospital não informou por que a liberação ainda não foi realizada até o fechamento desta edição.
Pimentel foi baleado na nuca enquanto dirigia sua moto na Avenida Goiás, em São Caetano. Foi socorrido de helicóptero e passou por cirurgia para abrir parte do crânio e aliviar a pressão causada pelo inchaço cerebral. Ao menos quatro suspeitos de envolvimento no crime foram presos e seis mortos em confronto com a polícia. O caso está sendo investigado pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), na Capital.
Uma das suspeitas é de que o atentado contra Ronickson Pimentel dos Santos teria sido ordenado por uma célula do PCC (Primeiro Comando da Capital). O ataque seria uma retaliação a uma operação comandada por Pimentel em 2024, na Zona Sul da Capital, que resultou na morte de dois integrantes da facção. A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) não divulga informações sobre as investigações.
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