Panelinha e Ocara. Ocara e Panelinha. Deram vida à Memória. Aqui sempre desfilaram. Com Carnaval ou não? No coração, andreenses...
Em São Paulo, Corinthians e Palmeiras; no Rio, Fla-Flu; em Santo André...
Reprodução/Tidinho Rocco

Há uma máxima, em especial entre os acadêmicos, que memória não se resgata, se constrói. Hoje, dois exemplos bem locais envolvendo os ranchos carnavalescos do passado representados pelo Panelinha (fundado em 1948) e Ocara (1956).
Duas semanas atrás o Panelinha ocupou a página, com a foto hoje repetida. Há 15 dias, na identificação do grupo, colocamos apenas o prenome de cada integrante dos almoços de confraternização dos sábados. Ainda assim, deixamos furos, prontamente identificados por José Bueno Lima.
Veio a identificação correta, pelo próprio Bueno Lima, agora com os nomes completos dos andreenses históricos do Panelinha – como deve ser. HISTÓRIA
Repetindo os tempos iniciais da coluna, nos anos 1980, noticiado o Panelinha, lá vem o Ocara, como a desfilar naquelas noites quentes da Oliveira Lima. Como porta-voz, Euclydes Rocco Jr, o Tidinho, com muitas fotos ocarianas e duas informações muito legais:
1ª) Parte documental destes documentos deve ser creditada ao sócio Douglas Zanei que, nos anos 1990, retomou a edição do jornal interno do Ocara, A Taba.
2ª) Celso Motta constrói a história do Ocara e tem colhido depoimentos.
E que documentos! Muito ricos. Verdadeira construção de um Ocara/Panelinha, Panelinha/Ocara que eleva bem alto a história cultural andreense. Vale uma exposição conjunta.
Nas Ondas do Rádio
Chico Alves. Morre o ídolo. Em luto o País. Era um domingo. O rádio noticiou. O menino não entendeu. 74 anos depois... ...aquele menino constrói esta história.
Texto: Milton Parron
Eu era menino, mas tenho muito presente na memória o ar sombrio daquele domingo, 28 de setembro de 1952. Em minha casa, na rua Teresina, Vila Bertioga, Alto da Mooca, meus pais, normalmente ruidosos com suas cantorias de modinhas de outros tempos em especial meu pai, também, contador de piadinhas sem a necessária graça, provocando, em vez de gargalhadas, críticas ruidosas de minha mãe.
Estavam silenciosos naquela manhã, olhar vago, nem se dando conta de minha presença, aparentemente desconectados deste mundo.
Não me atrevi a perguntar a razão. Invariavelmente, era daquela forma que eles reagiam cada vez que a diretora da Escola Nossa Senhora do Bom Conselho ou algum vizinho reclamavam de minhas peraltices.
Contrariamente ao ditado popular, a cada uma de minhas travessuras “depois da bonança vinha a tempestade” – creio que para o bom entendedor não é preciso mais detalhes.
Só respirei aliviado quando ao sair de casa para buscar pão na padaria próxima, notei que na rua o clima também era de tristeza.
Vi tristeza no olhar de pessoas conhecidas com as quais cruzei, especialmente os motoristas e cobradores da linha 28 da Viação Alto da Mooca, que tinha ponto final a poucos metros de casa.
Costumeiramente ‘zoavam’ do meu exacerbado corinthianismo. Naquela manhã estavam cabisbaixos, tristonhos.
Percebi, então, que eu não tinha nada a temer de meus pais. Não era o responsável pelo abatimento de ambos e me alegrei com a certeza de que a tarde estaria livre para ir à matinê no Cine Imperial.
Minha pouca idade, se era adequada para guardar fatos na memória, como os guardei, por outro lado não era suficiente para compreender a dor causada a tanta gente pela morte de uma pessoa tão distante, popular, mas desconhecida pessoalmente da maioria dos enlutados.
Até hoje me surpreendo com o negro véu de tristeza que cobriu o Brasil quando na manhã de 28 de setembro de 1952 espalhou-se pelo rádio a notícia da morte em acidente na Via Dutra na tarde do dia anterior, do cantor Francisco Alves.
Não poderia, por muitas razões, deixar passar em branco a data deste infortúnio acontecimento de 74 anos atrás e, por essa razão, neste domingo, dia 20, com uma semana de antecedência, o programa Memória reviverá o trauma causado por aquele desastre que matou instantaneamente um dos maiores ídolos da MPB de todos os tempos.
Farto material de época, reportagens, entrevistas, os últimos shows de Francisco Alves, o velório e o comovente sepultamento certamente vão emocionar os ouvintes.
Por outro lado, o sétimo programa Memória evocando a vida e a obra de Noel Rosa, que seria apresentado neste final de semana, vai ser transferido para o próximo final de semana. Memória – Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes, 107.3 FM. Também disponível no Podcast Memória da Rádio Bandeirantes. Amanhã, às 7h, com reprise na sexta-feira, às 23h.
Diário há meio século
Domingo, 19 de setembro de 1976 – edição 3161 Manchete – Egydio (Paulo Egydio Martins), governador do Estado de São Paulo, previa ampla vitória da Arena nas eleições daquele ano. Memória – Vila Prosperidade pertenceu a uma baronesa, da série de reportagens especiais sobre “A História dos Bairros”.
Hoje
Dia do Ortopedista
Municípios Brasileiros
Hoje é o aniversário de Guararema, na Grande São Paulo. Pelo Brasil, entre outros, aniversariam: Conselheiro Lafaiete e Raul Soares (MG), Dois Irmãos (RS), Euclides da Cunha (BA) e Guarapari (ES).
Nossa Senhora da Salete 19 de setembro
Nesta data, em 1846, Nossa Senhora aparecia a duas crianças na montanha de La Salette, nos Alpes franceses: Maximin Giraud, 11 anos, e Mélanie Calvat, de 15. E neste sábado, coroando 64 anos desta família andreense, celebraremos o 19 de setembro com missa solene às 16h, seguida de confraternização da comunidade contando com bingo e a gastronomia que já se tornou tradição: fogazza, lanches e o bolo da Santa que é “divino”. Colaboração: José Carlos Pereira Ilustração: igreja matriz da Paróquia NS da Salete, Vila Helena, Santo André Pensamento do dia
Deve existir algo estranhamento sagrado no sal: está em nossas lágrimas e no mar. Gibran Khalil
Ensaista libanês Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, 2026

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