5 dicas para reduzir a tensão antes de votar, segundo especialista em comportamento humano
Psicóloga Luciane Rabello explica como a sobrecarga de informações, a polarização e a expectativa pelo resultado podem intensificar o estresse e apresenta cinco estratégias para chegar à urna com mais clareza
FOTO: Magnific

Às vésperas das eleições deste domingo, dia 4 de outubro, o clima de polarização e a sobrecarga de informações intensificam o estresse e o desgaste emocional da população. O impacto psicológico do pleito não é por acaso: o Brasil lidera os índices mundiais de transtornos de ansiedade, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Além disso, pesquisas do instituto Datafolha indicam que 69% dos brasileiros relatam sentir insegurança ou ansiedade ao pensar no cenário político e no futuro do país, enquanto levantamentos da Real Time Big Data mostram que 55% do eleitorado afirma sentir desânimo ou tensão com as disputas eleitorais.
Para ajudar os leitores e eleitores a enfrentarem o pleito com mais serenidade, a psicóloga Luciane Rabello estruturou 5 passos práticos para manter a calma antes de votar:
1-Faça um "detox" de telas e redes sociais na véspera: O excesso de estímulos e discussões em grupos de mensagens ativam o cortisol, hormônio do estresse. Reduzir a exposição às redes nas horas que antecedem o voto acalma a mente e reduz a reatividade emocional.
2-Pratique a respiração diafragmática ao entrar na fila: Caso sinta o coração acelerado ou apreensão ao se aproximar da seção eleitoral, faça pausas conscientes: inspire em 4 segundos, segure por 4 e expire em 6 segundos. A técnica sinaliza ao cérebro que você está em segurança.
3-Leve a sua "colinha" em papel pronta: A dúvida ou o esquecimento dos números na hora de digitar pode gerar pânico momentâneo. Levar os números anotados em papel garante agilidade e diminui a pressão psicológica na cabine de votação.
4-Foque na sua autonomia e no que está ao seu alcance: O resultado geral da eleição depende do coletivo, mas o seu gesto na urna é de sua responsabilidade individual. Reconhecer os limites do seu controle alivia o peso da ansiedade sobre o resultado final.
Ao adotar essas estratégias simples de autocuidado e presença consciente, o eleitor transforma o ato de votar em uma experiência de cidadania serena, ponderada e verdadeiramente democrática. Afinal, cultivar a saúde mental e proteger a própria clareza cognitiva não é apenas um gesto individual de preservação, mas também o primeiro passo para tomar decisões alinhadas aos seus valores e contribuir de forma equilibrada com o futuro da sociedade.
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