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O custo e o retorno do voto

12/10/2026 | 10:35
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ficou evidente no primeiro turno das eleições deste ano que o custo médio do voto variou bastante com base na região e no cargo disputado. Em Estados com grande concentração urbana e forte densidade demográfica, como é o caso de São Paulo, o valor foi menor por causa da facilidade de o candidato ter acesso ao votante, seja por meio de comícios, carreatas e mídias de massa, a exemplo da televisão, do rádio e da internet, principalmente nos últimos anos.

Uma coisa também ficou evidente no pleito do último dia 4: nem sempre maiores investimentos significam retorno proporcional de eleitores. Quem o digam 19 candidatos do Grande ABC cujas receitas declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) superaram R$ 100 por voto obtido. E o que é pior: sem que conseguissem celebrar o tão sonhado objetivo: a conquista do cargo desejado – seja de deputado estadual, federal ou senador. Para chegar ao valor médio, basta dividir a receita revelada pela quantidade de apoios nas urnas.

Como detalhado na edição deste Diário, o ex-vice-prefeito de Ribeirão Pires Dedé da Folha (Cidadania) declarou R$ 1,2 milhão em receitas e recebeu 1.384 sufrágios na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, o equivalente a R$ 872,03 por voto.

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A disparidade entre investimento e retorno aos candidatos fica ainda mais evidente na comparação com a disputa pela Câmara Federal. Lucas Pavanato (PL) foi eleito com o maior número de votos na história por São Paulo com receita declarada de R$ 2,7 milhões. Conquistou 3 milhões de sufrágios, o equivalente a R$ 0,90 cada. Também eleito deputado federal – o único do Grande ABC a ter sucesso na busca pelo cargo –, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra declarou R$ 1,44 milhão em investimentos. Garantiu 132.866 validações nas urnas, o correspondente a R$ 10,83 cada.

O custo de cada sufrágio ficou bem abaixo dos R$ 621,53 de Paulo Proieti (Novo), também andreense e concorrente ao mesmo posto, mas que não obteve êxito na empreitada. Um recado claro de que investimento e prestígio nem sempre andam lado a lado e que buscar novos meios de conquistar a atenção dos eleitores tornou-se fundamental para o sucesso nas urnas, independentemente do cargo pretendido.

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