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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 2 de março de 2026

02/03/2026 | 08:25
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


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Feminicídio em shopping

‘Jovem esfaqueada e morta pelo ex-namorado em shopping é sepultada em São Bernardo’ (Setecidades, dia 27). Jean-Jacques Rousseau, filósofo suíço, no século 18 propunha uma educação sobre um sentimento natural às crianças: o amor de si. Ele entendia que é possível, por meio da educação, fazer as crianças chegarem à fase adulta ainda com amor de si, que é um sentimento acompanhado de piedade, tornando os adultos mais humanos e dotados de virtudes. Sendo assim, um adulto que ama a si, volta-se para a preservação própria e a dos próximos. Ele não pensa só em si. Segundo Rousseau, uma criança não educada para preservar o amor de si, este sentimento se corrompe, dando lugar ao amor próprio. Um adulto, principalmente o imaturo, dominado pelo amor próprio, que é um sentimento não natural, volta-se para si próprio. Esse sentimento torna o indivíduo cego quando rejeitado sentimentalmente. Já, sem piedade, não vê a pessoa amada, que não o quer mais, como ser humano. Assim, com o amor próprio ferido, vai buscar um fim para a sua dor da rejeição: o feminicídio.

Paulo Moriassu Hijo

São Caetano

Políticos e o País

Meu Deus! Em que trágica situação os políticos deixaram este País e seu povo. Para mim, e entendo que também para a maioria dos brasileiros, a herança que recebemos dos militares não foi tão devastadora como a que estamos recebendo deles agora. Em sua maioria, extremamente egoístas, querem o poder; governar, não! Nunca fomos tão explorados, com 40 milhões de inadimplentes, tanta miséria, fome, a economia esfacelada e eles, cegos e surdos na berlinda. Para termos o Brasil de hoje não precisaríamos de tantos deputados, senadores, vereadores, suplentes, uma penca de assessores e milhões de servidores pendurados nas tetas do poder. Como aposentado, ganhando um mísero benefício, reduzido ano a ano, pergunto se a reforma tributária e administrativa vai cortar essa imoralidade agora, como a situação exige, ou somente quando não estivermos mais aqui? Onde eles arrumaram o índice de apenas um dígito da inflação? É revoltante os constantes e abusivos aumentos nos gêneros de primeira necessidade. Nestes 40 anos de desgoverno, de corrupção e impunidade, na região mais pobre do País, municípios inteiros dependem dos aposentados, que sustentam filhos e netos, conforme pesquisa. São Paulo, hoje com ruas, praças, viadutos e jardins, tomados por ambulantes, indigentes e drogados, com lixo por todo canto, cercada de comunidades com muita miséria, fome, crime e violência, em nada lembra a bela e saudosa cidade que tivemos no passado. O que esperar de um País administrado, em quase todos os níveis, por corruptos e incompetentes travestidos de homens públicos? Infelizmente, este é o País de hoje, de amanhã e de sempre!

Francisco Emídio Carneiro

São Bernardo

Auxílios sociais

O auxílio social é importante, mas de forma temporária, com vigência máxima de dois anos. Tempo suficiente para o favorecido se restabelecer, sobreviver com o fruto do próprio trabalho. Hoje, 90 milhões de brasileiros têm o auxílio social e muitos deles, para não perder a ajuda, se recusam a trabalhar. Daí a falta de recursos para investir ou melhorar as obrigações governamentais básicas. Para evitar o voto de cabresto, como faz o presidente de plantão, compete ao Legislativo, proibir de votar todos os assistidos por programa social.

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)




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