Reajuste salarial Categoria rejeitou proposta da Prefeitura de aumento de 4,36% e cobra reposição imediata da inflação, mais 11% de aumento real
FOTO: Angelica Richter

Representantes do Sindserv-SBC (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo) estiveram nesta quarta-feira (25) na Câmara em busca de apoio dos vereadores à campanha salarial. A categoria rejeitou, em assembleia realizada no dia 18, a proposta apresentada pelo Executivo, que prevê reajuste de 2% em março e outros 2,36% em outubro. Já o auxílio-alimentação passaria de R$ 27,50 para R$ 30.
Os servidores reivindicam a reposição imediata das perdas inflacionárias acumuladas entre março de 2016 e fevereiro de 2026 (data-base de 1º de março), incluindo a inflação mais recente, de março de 2025 a fevereiro de 2026, estimada em 3,83%, além de aumento real de 11%.
Em meio à mobilização dos servidores na Câmara, representantes do sindicato se reuniram com vereadores, entre eles o líder de governo, Julinho Fuzari (Cidadania), e os petistas Ananias Andrade e Ana Nice.
“O período de diplomacia total é este, em que estamos dialogando na mesa (de negociações). Porém, quando vier uma resposta (da Prefeitura), levamos para assembleia, e de lá seguirão os próximos passos”, afirmou Dinailton Souza Cerqueira, presidente do Sindserv.
A entidade aguarda até sexta-feira (27) uma nova proposta do Executivo, quando será realizada outra assembleia da categoria na Praça Santa Filomena, no Centro, a partir das 18h.
“A inflação tem de ser reposta agora em março. Não dá para ficarmos amargando a inflação até o fim do ano”, alegou Cerqueira.
Fuzari afirmou que levará as reivindicações do funcionalismo ao Executivo. “O prefeito (Marcelo Lima - Podemos) deixou claro para nós, ontem, que o diálogo está acontecendo, é permanente, e haverá uma nova rodada de conversa com o sindicato”, pontuou o parlamentar.
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