Editorial A provável eleição do deputado federal Alex Manente para a presidência nacional do Cidadania, nesta quarta-feira (4), em São Bernardo, somada à presença de Paulo Serra como vice-presidente nacional do PSDB e dirigente estadual da legenda, além de João Viana no comando paulista do Cidadania e da iminente escolha de Marcelo Lima para liderar o Podemos em São Paulo, coloca o Grande ABC em posição inédita no tabuleiro partidário brasileiro. Nunca tantos postos estratégicos estiveram sob influência de quadros vinculados às sete cidades. Se a região já ocupa o posto de quarto maior produtor de riqueza do País e exerce papel social relevante, é chegada a hora de transformar densidade econômica e capital humano em força institucional.
Ter representantes em instâncias nacionais e estaduais de agremiações políticas amplia a capacidade de articulação pela conquista de cadeiras nas mesas em que são discutidas as grandes questões nacionais. A experiência mostra que espaços de decisão fazem diferença: a instalação de campi universitários federais, a consolidação de hospitais regionais e a destinação de recursos para obras viárias nasceram de interlocução política qualificada. Quando suas lideranças ocupam posições diretivas, a pauta regional passa a ser tratada como prioridade. Mais do que prestígio, trata-se de acesso a informações, construção de consensos e defesa de projetos estruturantes que impactam trabalhadores, empresas e serviços públicos.
Diante desse cenário, impõe-se maturidade. Divergências ideológicas não podem se sobrepor ao interesse comum. O mote que deve orientar essa etapa é simples e direto: não importa a sigla, o Grande ABC é o partido ao qual todos os seus representantes devem servir. A bandeira histórica do Diário, de promover o protagonismo de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, encontra terreno fértil. Com quadros em posições estratégicas, cabe às lideranças agir de forma coordenada, estabelecer prioridades e cobrar resultados. A região já demonstrou capacidade produtiva e mobilização social; falta converter essa energia em influência permanente nos centros de poder.
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