Memória Pressionado, o poder público anuncia projetos mirabolantes, caros, nem sempre eficazes
Banco de Dados

Diário do Grande ABC, domingo, 29 de fevereiro de 1976. Manchete: “Uma característica comum em sete municípios – Enchentes, angústia que assola a região”.
Como ilustração, este mapa, bolado na Redação. Não era preciso recorrer aos tecnocratas: a prática da cobertura jornalística demonstrava quais os pontos vulneráveis às inundações, quase sempre nas várzeas do Meninos e do Tamanduateí.
No mapa, só Rio Grande da Serra não aparece. Não se falava em “piscinões”. Do bairro da Divisa, em São Caetano, a Ferrazópolis, em São Bernardo; da Vila Mortari, em Ribeirão Pires, a Eldorado, em Diadema, o mesmo drama.
Planos mirabolantes acabaram vencidos pelo que técnicos chamavam de “solução paliativa”, o piscinão que acabou com as enchentes em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Viriam os dramas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, agora Minas Gerais, entre Juiz de Fora e Ubá.
Os caminhos antigos evitavam as várzeas, que acabariam ocupadas. Pouco se aprendeu com as primeiras povoações.
O MAPA DO MEDO. Vila Império, em Rudge Ramos, desapareceria; a Baixada de Utinga até hoje assiste à paralisação dos trens quando de uma chuva mais forte: soluções encontradas num ponto, transferiam o problema para outros lugares
Crédito da foto 1 – Banco de Dados
Para a edição 20.094...
Ivanilde Sitta
Formada em Jornalismo pela Metodista, Ivanilde Sitta desenvolveu carreira no Diário. Atuou na Editoria Geral (atual Setecidades). Corriam os anos 80, 90. Meticulosa, rígida no levantamento de informações e na forma de escrever, dispensava o trabalho do copidesque.
Do Diário seguiu carreira na Revista da Coop, ao lado de colegas como Lucia Sauerbronn e Rubens Justo (o craque Gigi) – Rubens e Lúcia, também ex-Diário. Hoje, Ivanilde é editora-chefe da Revista Coop.
Crédito da foto 2 – Álbum pessoal
E com vocês, Claúdio Feldman.
Quinze cenas da vida brasileira.
Reveladas por um casaco marrom.
Tecido em Santo André.
Salve, salve, Editora Taturana...
Aos 81 anos, o professor de Língua & Literatura apresenta o seu 63º livro
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Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom.
Compositores:
Renato Correa, Guarabira Guttemberg e Danilo Caymmi.
Sucesso na voz de Evinha, do Trio Esperança.
Gravação de 1969
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“Como a égua estivesse grávida, pediram o cantil para Mãe, e carregaram o cadáver até o asfalto, no que foram seguidos pelos urubus. O estilingue impediria os motins”.
Do conto “Os responsáveis”, deste novo livro de Cláudio Feldman.
Aron presente
Texto: Claudio Feldman
Aqui vai o meu 63º filhote. Desta vez o foco são personagens populares, mas sem demagogia, paternalismo e panfleto social.
Quero as figuras vivas, com qualidades e defeitos de qualquer ser humano de carne e osso.
Sempre que possível, com um pouco de humor e poesia.
Tenho um especial carinho pelo conto “Os responsáveis”, pois deu origem ao longa “Odisseia de um cadáver”, de meu pai, Aron, e estava inédito em livro.
Os desenhos em marrom (conforme um dos contos) são de meu genro Perkins Teodoro Moreira, que me acompanha em livros desde 1999
“Meu pai era pedreiro. Erguia prédios para as nuvens, mas vivia no chão barrento do arrabalde”.
Do conto “Meu pai”.
“Quando a ponte sobre o Rio Torto foi construída, Teodomiro do Carmo perdeu seu ganha-pão. Era balseiro”.
Do conto “Rio Torto”.
“Os concursos para empregos públicos no Brasil estão muito desmoralizados”.
Do conto “Concurso público”.
LITERATURA ANDREENSE. E universal: ‘pois foi num destes anos de infância que a inveja alcançou o seu topo no bairro onde eu morava. Mas isto contarei a seguir...’
Crédito das fotos 3, 4 e 5 – Perkins (capa, foto e ilustração)
EM 2 DE MARÇO DE...
1971 - Reformulação gráfica no DIÁRIO, com mais espaço para as seções Infantil, Feminina, Social e Esportes.
1976 – Celebrada a missa de 30 dias da morte de Emílio Baldassi, correspondente do Estadão na região.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
¦ No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Olímpia, fundado em 2-3-1903 e elevado a município em 1917, quando se separa de Barretos.
¦ Em Minas Gerais, Casa Grande, Cedro do Abaeté, Frei Inocêncio, Itacarambi, Rio Manso, Santana do Garambéu, São Romão e Uberaba.
¦ E mais: Guapirama (PR), Ipubi e Jataúba (PE), Palmitos (SC) e Vale do Sol (RS).
Santa Inês de Boêmia - 2 de março
Arte: Paulo César Nunes
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