Editorial
FOTO: DGABC

São Bernardo ultrapassou a meta de imunização de crianças com menos de 2 anos e alcançou cobertura de 100%, conforme dados do Ministério da Saúde atualizados em janeiro. O resultado coloca o município como único do Grande ABC a atingir o patamar e indica que a gestão do prefeito Marcelo Lima (Podemos) conduziu política consistente de atenção básica. A estratégia incluiu identificação de menores com caderneta incompleta, visitas de equipes do programa de saúde da família e exigência de comprovante vacinal em creches e escolas. Com esse conjunto de medidas, a cidade contribui para restabelecer padrão de proteção coletiva que o País construiu e consolidou ao longo de décadas.
O desempenho ganha significado especial após período recente em que o Brasil conviveu com campanhas de desinformação e questionamentos sobre a eficiência das vacinas, cenário que se intensificou durante a pandemia de Covid-19. A disseminação de dúvidas reduziu coberturas e abriu espaço para o retorno de doenças evitáveis. Ao retomar níveis elevados de imunização infantil, São Bernardo demonstra que políticas públicas baseadas em evidência científica conseguem restabelecer a confiança das famílias. A vacinação em massa protege não apenas quem recebe o imunizante, mas também pessoas que, por idade ou condição clínica, dependem da chamada proteção coletiva.
Números também revelam que a imunização ultrapassa fronteiras, já que moradores de outras cidades procuram a rede de saúde são-bernardense para completar o calendário de seus filhos. Esse movimento evidencia a importância de estruturas organizadas e de políticas permanentes de prevenção. No Grande ABC, municípios como Santo André e Mauá registram avanços em diversos imunizantes, enquanto Diadema ainda enfrenta dificuldade para atingir as metas. O caminho, porém, está posto. Assim como ocorre em São Bernardo, cidades da região, do Estado e de todo o Brasil precisam reforçar a atenção primária e ampliar campanhas para garantir proteção coletiva e controle de doenças.
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