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Joia médica

12/03/2026 | 09:30
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ambulatório de especialidades mantido pelo Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) reúne, há três décadas, estrutura voltada ao atendimento clínico e à formação profissional. Criada em 1994, a unidade acumula números expressivos: cerca de 147 mil procedimentos realizados em 2025, média mensal de 12 mil atendimentos, além de quase 4.000 cirurgias no período. O serviço contempla 30 áreas, entre elas oftalmologia, dermatologia, neurologia, pneumologia e urologia, oferecendo consultas, exames laboratoriais e intervenções. Mesmo com tal capacidade instalada, o volume encaminhado por municípios da região permanece abaixo do potencial existente.

Esse quadro evidencia oportunidade administrativa pouco explorada pelas prefeituras. Enquanto redes públicas municipais convivem com filas de espera prolongadas, a instituição dispõe de estrutura apta a absorver parte da demanda, inclusive recebendo pacientes vindos de fora do Grande ABC. Convênios já firmados com Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá demonstram que a parceria institucional funciona como instrumento de complementação assistencial – com, diga-se, ótimos resultados. Entretanto, limites contratuais e tetos financeiros restringem os encaminhamentos, levando o ambulatório a custear uma parcela das atividades com dinheiro próprio. É preciso avançar.

Cabe às sete cidades enxergar o ambulatório como ativo regional, como a joia que ele é. A ampliação de convênios permitiria distribuir atendimentos especializados com maior agilidade, reduzir pressão sobre hospitais e unidades básicas, diminuir tempo de espera por diagnóstico e tratamento e aumentar acesso a áreas raramente disponíveis nas redes próprias. Também fortaleceria a formação de médicos. Ao expandir a cooperação, prefeitos transformariam estrutura existente, financiada em parte pelo próprio centro universitário, em instrumento complementar do SUS (Sistema Único de Saúde) regional, com impacto direto na organização do atendimento e no uso mais racional de recursos públicos.




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