Memória O memorialista Elias Pereira da Silva torna-se o porta-voz de uma memória em plena construção
Crédito das fotos - Álbum pessoal

30 de outubro de 1932. Nasce o Sindicato dos Ferroviários da Estrada de Ferro São Paulo Railway a partir de um movimento nas oficinas do complexo tecnológico da Lapa, em São Paulo, como narra Elias:
Na Lapa nós tínhamos a indústria pesada. Os operários montavam locomotivas, carros de passageiros, material rodante e faziam toda a manutenção da São Paulo Railway.
O efetivo era muito grande, com marceneiros, carpinteiros, pintores, eletricistas, foguistas e demais profissionais, a maioria vinda pela imigração: portugueses, italianos, espanhóis.
A categoria começa a pedir condições melhores de trabalho. Equipamento de Proteção Individual (EPI) não existia. Desse movimento surge o sindicato e suas regionais, mais a federação no Rio de Janeiro.
Tudo o que entrava e saia do Brasil era por ferrovia. Não havia rodovia como hoje. Quando parava a ferrovia, o país parava.
ACERVO
Essa história resumida por Elias Pereira da Silva possui uma documentação eclética. É guardada na sala da presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo. São mais de 90 anos de uma história que começa a ser franqueada “a quem interessar possa”.

Crédito das fotos 1, 2 e 3 - Álbum pessoal
GALERIA
1 – Cadastro 455, para controle da Ferrovia. Na casa dos Silva, dona Rosa Isabel do Carmo e os filhos Joanna Darches da Silva, mãe do Elias, Marta, Zulmira, Arminda e o irmão Reinaldo da Silva, o Cobrinha
2 – Casamento de José Pereira da Silva com Joanna Darches. O registro civil foi no cartório do Alto da Serra, a recepção no bairro Rabique, casa dos avós de Elias, bairro que margeia a linha férrea: a madrinha dona Ana (E), esposa do Sr. Salvador, os noivos, Deodoro José da Silva (pai da noiva), o padrinho Salvador, que tinha loja de armarinhos em Paranapiacaba; e um convidado não identificado
3 – Religiosidade e membros da Assembleia de Deus: Sr. Deodoro, o filho Raimundo e dois ferroviários. Local: 5ª máquina fixa
Para a edição 20.108...
Rafael Guelta
Menino, o andreense Rafael Guelta jogava bola no meio da Rua Senador Flaquer, a um tempo – década de 1950 – que o trânsito de veículos era diminuto.
Um dia ligou para o Diário e quem atendeu foi o diretor, Fausto Polesi. Queria ter os nomes do novo ministério federal para um trabalho de escola. Pacientemente, Dr. Fausto ditou os nomes todos para o jovem escolar.
O Diário foi o primeiro emprego jornalístico de Guelta. Fez história na área cultural. Depois enveredou por outras áreas, inclusive a de economia. Chegou a editor e titular da coluna “Primeiro Plano”.
Passou por várias outras mídias. Rafael Guelta faleceu em 2015, aos 60 anos de idade.

Crédito da foto 4 – Redes sociais
GUELTA. O repórter que se formou no Diário
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Terça-feira, 16 de março de 1976
COMUNICAÇÃO E ENSINO – A Companhia Telefônica da Borda do Campo era designada pela Telebrás para coordenador o congresso de Monografia, de âmbito nacional, para alunos de 2º grau.
Tema: “Grahan Bell, o telefone e sua importância social”, em comemoração ao centenário da invenção do telefone: 1876-1976.
FUTEBOL – Em Guaratinguetá, Esportiva local 1, Saad, de São Caetano 1, na estreia do técnico Baltazar; em Santa Bárbara D’Oeste, União 0, Santo André 0.
EM 16 DE MARÇO DE...
1881 - Nascia, no Núcleo Colonial de São Bernardo, Giovanni Breda, o Nono, hoje nome da segunda maior praça pública do Município, no Bairro Assunção.
1926 - Durante a abertura de uma vala para esgoto na fábrica de seda artificial das indústrias Matarazzo, em São Caetano, uma barreira desmoronava soterrando vários operários.
Faleceram os italianos Paschoal Amoroso, 24 anos, e Viola Primo, 22. Foram retirados dos escombros, em estado grave, Nicola Iozi, húngaro de 38 anos, e Miguel Passarelli, brasileiro de 22.
1976 - Prefeitos do Grande ABC debatiam a Lei de Proteção aos Mananciais com o jurista Helly Lopes Meirelles.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Guareí e São Sebastião (1636, quando se separa de Santos).
Em Minas Gerais, Manhumirim, Ouro Fino e Santa Maria do Suaçuí.
Em Alagoas, Pilar e Quebrangulo.
E mais: Catanduvas (SC) e Petrópolis (RJ, 1843).
HOJE
Dia Nacional do Ouvidor. Instituído em 2012.
João de Brébeuf e companheiros
16 de março

João era sacerdote francês da Companhia de Jesus. Preso e martirizado quando pregava no Canadá juntamente com outros sete missionários.
Ilustração: Paróquia Santo Inácio de Loyola e São Paulo Apóstolo, em São Paulo, Capital
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