Palavra do Leitor
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Efeitos das guerras
Embora a maioria dos países não esteja fazendo parte destas guerras, com certeza todos serão afetados pelos efeitos colaterais, como os enormes prejuízos de todos os setores produtivos e a saúde mental das famílias. Teremos aumentos abusivos de preços nos produtos de necessidade básica para a sobrevivência humana, animal e agrícola. A falta de sustentação da cadeia de consumo pode acarretar enormes prejuízos à nossa existência. A fome é a morte da humanidade, cuja energia é tirada dos alimentos, assim como todas as coisas. Nada existe sem energia. Portanto, a tecnologia nada significa sem energia. Tudo fica inanimado como ferramenta de conexão mundial para o progresso da humanidade em todas as áreas sociais, democráticas e dos direitos humanos. Diante desta minha visão, espero que os regimes políticos nos respeitem e encontrem a paz global.
Euclides Marchi
Santo André
Feminicídios – 1
‘Violência não destrói só a mulher, mas toda a família’ (Política, dia 9). A especialista em políticas públicas Maria Gracely Batista Marques, a Graça, verbaliza com sabedoria, inteligência, intuição e feminilidade o que inúmeras mulheres sofrem pelas mãos de canalhas, machistas, covardes e desumanos. Tal violência se espalha, pelos traumas causados, aos filhos de toda uma família. Em pleno século XXI, a mulher, que possui o dom da gestação de uma vida, sofre agressões físicas e psicológicas. Violência que muitas vezes chega até ao criminoso feminicídio. E cabe a nós ‘setecidadenses’ parabenizar, agradecer e reconhecer, pela grandeza, o depoimento imprescindível de Graça.
Cecél Garcia
Santo André
Feminicídios – 2
Apesar de avanços legais como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, o assassinato de mulheres ainda expõe a urgência de um compromisso efetivo do Estado e da sociedade no enfrentamento da violência de gênero. A violência contra a mulher deixou de ser apenas um problema privado para se tornar uma das mais graves questões sociais do País. O feminicídio, sua expressão mais brutal, revela uma realidade que o Brasil ainda enfrenta: mulheres continuam sendo mortas simplesmente por serem mulheres. A criação de instrumentos legais importantes representou avanços no reconhecimento dessa violência. No entanto, a existência da lei, por si só, não é suficiente para transformar uma cultura marcada por desigualdades históricas e pela naturalização da violência. O enfrentamento do feminicídio exige mais do que respostas pontuais. Requer um verdadeiro pacto político e social capaz de mobilizar Estado, instituições e sociedade. Proteger a vida das mulheres não é uma pauta ideológica, mas um compromisso civilizatório. Combater o feminicídio é defender a dignidade humana e afirmar que nenhuma vida pode ser tratada como descartável.
Siomara Ferres
São Caetano
Hugo Motta e o Master
‘Hugo Motta defende ‘apuração imparcial’ sobre caso do Banco Master’ (www.dgabc.com.br). Lendo entrevista do presidente da Câmara dos Deputados percebemos o quanto é dissimulado o “nobre” entrevistado. Ao mesmo tempo que ele defende “apuração imparcial”, como se isso não fosse o óbvio, alfineta maliciosamente ao dizer que assuntos como esse (o maior escândalo de corrupção do Brasil) sempre são levantados nas eleições. Segundo Motta, o escândalo do Master será assunto eleitoral (previsão brilhante). Deputado, não há como não discutir esse assunto, ainda mais com tantos políticos envolvidos que fatalmente encontraremos nas urnas, fazendo chacota de nós, pobres eleitores. Chama atenção parte da entrevista onde Hugo Motta diz que as narrativas são feitas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação venha a ter algum comprometimento. Isso me parece tentativa de uma velha raposa política tentar minimizar estragos eleitorais que ocorreram. No final da entrevista ele lança uma pérola: “temos outros problemas que podem vir a se tornar problemas na eleição”. Que previsão brilhante, principalmente, num País onde se descobre um escândalo a cada dia.
Roberto Canavezzi
São Caetano
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