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Clero do Grande ABC é composto por 232 religiosos entre padres e diáconos

Sete cidades somam 106 paróquias, três santuários e dois oratórios; padre recém-ordenado de Ribeirão Pires compartilha trajetória

15/03/2026 | 08:15
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Thiago da Silva está desde 2025 à frente da paróquia (FOTO: Denis Maciel/DGABC)
 Thiago da Silva está desde 2025 à frente da paróquia (FOTO: Denis Maciel/DGABC) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O clero do Grande ABC é composto por 232 religiosos, sendo 189 padres e 43 diáconos, de acordo com a Diocese de Santo André, que coordena a Igreja Católica na região. As sete cidades somam 106 paróquias, três santuários e dois oratórios.

O padre recém-ordenado Thiago Batista da Silva, 33 anos, está desde junho de 2025 à frente da Paróquia Santa Luzia, em Ribeirão Pires. Natural de Poço Branco, no Rio Grande do Norte, mudou-se para Mauá ainda no primeiro ano de vida. Foi na cidade mauaense que se batizou, na Paróquia São Pedro Apóstolo, fez a primeira comunhão e despertou para a vida religiosa. 

“Comecei a frequentar a comunidade para a catequese, participei do grupo de jovens e fui coroinha. Esse contato com os padres foi despertando a vontade vocacional. Mas segui a vida, trabalhava como assistente administrativo e fiz faculdade de Engenharia de Produção. Pensava em ser empresário no ramo da alimentação, montar um café”, conta.

A vocação para a vida religiosa se confirmou em um retiro em 2014. “Em uma oração na capela, tive uma experiência muito forte. Senti que Deus estava me chamando para ser padre e passei aquele ano todo orando pela confirmação. Meus pais não gostaram da ideia no início, meu pai sonhava com um filho engenheiro, mas com o tempo foram se acostumando e hoje têm orgulho do caminho que escolhi.”

Thiago Batista da Silva entrou para o seminário, processo que durou mais de dez anos. Cursou as faculdades de Teologia e Filosofia. Neste período de estudos, acompanhou atividades pastorais. Passou por paróquias em Santo André, São Bernardo e Diadema. 

Há sete meses como padre, o religioso tem uma rotina intensa entre os cristãos de Ribeirão Pires. Além das atividades pastorais, como a celebração de missas, é responsável pelas atribuições administrativas e financeiras da igreja e por mediar conflitos entre os membros. “A rotina é bem corrida. Somente no fim de semana, são oito missas, três no sábado e cinco no domingo. Em dois dias da semana, às quartas-feiras e aos sábados à tarde, abro agenda para confissão e aconselhamento espiritual”, descreve. 

Padre Thiago também precisa estar sempre a postos para pedidos emergenciais de orações por falecidos e enfermos. “Visito os hospitais e levo o sacramento da unção em casa também. No caso dos cemitérios, às vezes o velório é curto e rapidamente preciso ir para as exéquias e oração antes do sepultamento”, explica o religioso.

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IGREJAS

A região possui 36 paróquias nas foranias de Santo André, 28 de São Bernardo, 11 de São Caetano, dez de Diadema, 12 de Mauá e sete de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. 

Os santuários estão em Santo André (Santuário Senhor do Bonfim), em São Bernardo (Santuário Nossa Senhora) e Mauá (Santuário Diocesano Nossa Senhora da Imaculada Conceição). O Grande ABC tem ainda dois oratórios, localizados em Santo André (Nossa Senhora Aparecida) e em São Bernardo (Oratório Imaculada Conceição e São Maximiliano Maria Kolbe).

Congregação tem sete irmãs em comunidades da região

As mulheres que têm vocação religiosa podem se dedicar à comunidade cristã por meio das ordens religiosas ou congregações da Igreja Católica. No Grande ABC, são 19 instituições ligadas à Diocese de Santo André, porém a unidade regional não possui o número total de mulheres nessas entidades. Somente a Congregação Pequenas Irmãs de Santa Teresinha possui sete, sendo três no convento de São Bernardo, mais três em Mauá e uma em Ribeirão Pires. 

Maria Aparecida Marcos, 56 anos, é uma das freiras que se dedicam à comunidade. Atualmente mora em São Bernardo, mas já esteve em Mauá, além de outras regiões brasileiras durante as mais de três décadas dedicadas à vida religiosa. “Quando tinha 7 anos, via as irmãs lá no Alvarenga, onde morava, e isso me despertou o desejo de ser uma também.” 

A religiosa mora no convento de sua congregação em São Bernardo, que fica no segundo andar da creche Casa das Crianças Menino Jesus. “Nosso dia começa bem cedo, levanto às 5h30 e, às 6h, fazemos a primeira reza. São quatro ao longo do dia, e a da manhã dura cerca de uma hora. Às 7h30 fazemos a limpeza de casa e às 8h30 inicia o trabalho na creche, onde estou atualmente como diretora.”

Além de cuidar da creche, as freiras auxiliam nas paróquias quando necessário. Apesar de participarem das atividades das paróquias, não fazem parte do clero, nem recebem ajuda de custo como os padres. O sustento das irmãs vem de doações.

A irmã Aparecida passou por conventos em diversos locais do Brasil e do mundo. Já esteve na Itália e no México e, no País, em Itaúna, em Minas Gerais, e em Imbaú, no Paraná. Em Mauá, permaneceu por oito anos. “Foi minha primeira comunidade e a que mais gostei. Entrei para doar a minha vida aos pobres, algo que vivi realmente lá, pois morei no Jardim Zaíra.”




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