Palavra do Leitor

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Cidadania e políticos
A cidadania amadurece quando a sociedade compreende algo simples: representantes públicos não fazem favores, cumprem deveres. Quem ocupa um cargo político não está acima do cidadão; está a serviço dele. O poder que exercem não é próprio, é delegado pelo voto. Mesmo assim, ainda existe entre nós uma cultura de submissão política. Muitos agradecem obras, serviços ou decisões que são apenas obrigações de quem foi eleito. Não há favor quando o cidadão paga impostos. Não há generosidade quando um representante apenas cumpre aquilo que lhe foi confiado. Durante campanhas, a humildade aparece em cada pedido de voto. Depois de eleitos, porém, não raramente surge a arrogância de quem passa a agir como se fosse autoridade absoluta, esquecendo que continua sendo apenas um representante. Imagine um funcionário seu que faltasse, desrespeitasse regras ou usasse o cargo para benefício próprio. Você o manteria no emprego? Provavelmente não. Então por que, na política, ainda há quem defenda quem deveria apenas trabalhar por você? Sem consciência cidadã, a democracia se distorce: representantes agem como donos do poder e cidadãos como se fossem seus dependentes. Quando, na verdade, a relação deveria ser exatamente o contrário.
Siomara Férrea - São Caetano
Cidadania e políticos
Um milhão de signatários da carta em defesa da democracia. Grande parte deles, são aqueles que nos remeteram ao engodo promovido pelos ditos defensores da democracia durante as manifestações pelas Diretas Já nos idos de 1988. Hoje, mais de 30 anos, depois, percebemos atônitos que o rumo tomado pelo País não está nem perto daquele propalado nos discursos e muito menos o esperado pelos que, como eu, ainda no meu verdor dos anos, participaram do movimento. Acreditamos e entregamos nosso destino nas mãos de lideranças políticas que se diziam baluartes da ética e da moral que, com o tempo, acabaram mostrando as reais intenções. Elegemos, com raríssimas exceções, como constituintes verdadeiros lobos em pele de cordeiro (dentre eles, Lula), que elaboraram nova Carta Magna, onde, em repulsivo ato de autoblindagem, incluíram leis para beneficiar a si e aos integrantes de suas respectivas quadrilhas e ainda tiveram a desfaçatez de chamá-la de Constituição “Cidadã”. Escárnio com o cidadão honesto deste País. Povo que tanto lutou pela democracia no passado não merece o desprazer de ver parte das mesmas figuras que participaram do movimento das Diretas Já, usando aqueles mesmos argumentos em Carta em Defesa da Democracia de araque. Que desfaçatez! O intuito único dos signatários de tal carta em defesa da democracia, foi desmascaradamente em defesa da candidatura de um dos candidatos à Presidência da República, corrupto voraz e em defesa de meia dúzia de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), protetores de corruptos políticos. Precisamos dar basta! O Brasil precisa urgentemente reaver seus valores em novo movimento e, para tanto, é necessário eleger legisladores em todos os níveis, que defendam os interesses e anseios do povo.
Francisco Emídio Carneiro - São Bernardo
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