Memória O exemplo é dado pela Estrada de Ferro Vitória-Minas Gerais, iniciativa do acionista maior, a Vale, como explica Elias Pereira da Silva nesta série com tantas boas novidades
Crédito da foto 1 – Acervo: CMSA

Viaje com o Trem de Passageiros da Vale entre Minas e Espírito Santo e aproveite uma experiência única com conforto, segurança e belas paisagens.
Fonte: blog da Vale S.A.
Autoridades públicas do Grande ABC; prefeito Guto Volpi, presidente do Consórcio Intermunicipal; prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira; senhores deputados: eis uma pauta perfeitamente viável oferecida por Elias Pereira da Silva, incrementar o transporte ferroviário regular não só até Paranapiacaba, mas serra abaixo, ao longo dos oito quilômetros do sistema cremalheira.
O depoimento completo do Elias integra o Banco de Dados da TV do Diário do Grande ABC, e vai sintetizado:
O expresso turístico CPTM é formado por três carros e uma locomotiva diesel. Cada carro transporta 88 pessoas. Funciona aos sábados e domingos. As passagens têm que ser adquiridas com muita antecedência. E é o que mais traz turistas à Paranapiacaba. Turista que consome, frequenta os restaurantes locais, contrata guias, visita museus.
O problema é que Paranapiacaba não é mais uma vila ferroviária. O morador nativo ferroviário hoje é minoria. E não temos mais o trem de passageiros. Uma vila ferroviária sem transporte de passageiros.
NOTÍCIA HISTÓRICA
1970. Era difícil encontrar jovens que se dispusessem a realizar o recenseamento em Paranapiacaba. Dois jovens se apresentam e, de casa em casa, nas partes alta e baixa , mais os arredores, realizando o Censo Demográfico do IBGE naquele ano no Alto da Serra. Seus nomes: Angelo Gaiarsa Neto, o Netinho, e José Carlos Delmanto, amigos em Santo André.
“A maioria dos moradores era formada por ferroviários”, relembra Netinho, 55 anos depois.
Detalhe, os pais dos dois recenseadores, Octaviano Gaiarsa e Orlando Delmanto, médicos, foram colegas de turma.
Elias prossegue:
A operação de trem hoje é só de carga. A MRS Logística é a concessionária. E a concessão federal de 30 anos vai vencer em dezembro de 2026, só que essa concessão já foi renovada por mais 30 anos, até 2056.
A MRS, pelo lucro que a Ferrovia dá para os seus acionistas, deveria ter esse compromisso social de garantir a operação comercial de Rio Grande da Serra a Paranapiacaba.
MRS – Malha Regional Sudeste. Seu maior acionista é a Vale. E a Vale opera um trem de Minas Gerais ao Espírito Santos, com trens também de passageiros. A Vale comprou uma composição nova, com restaurante, ar-condicionado, e faz essa viagem diariamente. Um sucesso.
Já Paranapiacaba, quando dos grandes eventos, não comporta tantos veículos automotores. Por que não o trem? A nossa vocação natural é o turismo ferroviário, e não só com o trem turístico da CPTM que serve nos fins de semana.
A MRS não quer compromisso com transporte de passageiros. E sua grade oferece a possibilidade de colocar trem de passageiros inclusive serra abaixo.
A Rede Ferroviária operou trens de passageiros para Santos; a EFSJ também; a SPR, idem. Só a MRS não segue o rumo da história.
Quando a MRS adquiriu a concessão, em dezembro de 1996, por obrigação contratual teve que manter a linha de passageiros por dois anos. Passados os dois anos, ela desativou a linha de passageiros para Santos, ficando apenas com trens de carga.
NOTA DA MEMÓRIA – Se a Vale S.A., nome que substitui a antiga denominação Companhia Vale do Rio Doce, mantém maravilhosamente bem a EF Minas a Vitória – como acionista da MRS – por que não pode fazer o mesmo entre Rio Grande da Serra e Santos, via Paranapiacaba?
Daí a proposta colocada pelo memorialista Elias Pereira da Silva, que assinamos embaixo: um belo tema para o Consórcio Intermunicipal e autoridades públicas deste Grande ABC que se desenvolveu em função da passagem de um trem, como bem demostra a ilustração de hoje.

Crédito da foto 1 – Acervo: Elias Pereira da Silva
NOSSA CAPA. O orgulho de ser ferroviário, tema de ‘A Nossa Revista’ em junho de 1936. Já hoje...
Para a edição 20.110...
Octavio de Oliveira
Cartorário, vereador, jornalista e radialista. Octavio de Oliveira formou na equipe pioneira do News Seller, antecessor do Diário. Foi seu primeiro editor de esportes, fazendo dobradinha jornal-rádio. E o saudoso Sr. Octavio tinha relação direta com Paranapiacaba, à frente do cartório local.

Crédito da foto 2 – Acervo: CMSA
NÓS VIMOS. Esta página Memória é testemunha: Octavio de Oliveira viajava de trem até Paranapiacaba, embarcando em Santo André. Isso quando o Alto da Serra era servido por trens de passageiros
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Quinta-feira, 18 de março de 1976
MANCHETE – O governador Paulo Egydio Martins apresentará aos prefeitos do Grande ABC o protocolo de constituição da Empresa de Limpeza Pública do Grande ABC.
EDITORIAL – Lei de Proteção aos Mananciais.
ADEUS – Falecia o produtor, apresentador e ator do rádio e TV, Manoel de Nóbrega, aos 68 anos, criador do programa “Praça da Alegria”.
EM 18 DE MARÇO DE...
1971 - Fundado o Clube Filatélico e Numismático do ABC, no Colégio Santo André, à rua Delfim Moreira, 40.
1986 - Aberta a I Mostra de Propaganda do ABC, no Paço Municipal de Santo André, iniciativa da Aempro - Associação das Empresas de Propaganda do Grande ABC.
HOJE
Dia Nacional da Imigração Judaica
Dia do DeMolay (Lei nº 12.208/10 de 20 de janeiro de 2010).
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Jaborandi. Elevado a município em 1949, quando se separa de Colina, na região de Barretos.
Em Santa Catarina, Campo Alegre e Gaspar.
E mais: Antônio João (MS), Santa Luzia (MG) e Tibagi (PR).
São Cirilo de Jerusalém
18 de março

Bispo e doutor da Igreja. Viveu em Jerusalém (315-375). Escreveu as "Catequeses". Príncipe dos Catequistas.
Ilustração: Vatican News
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