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Vereador de Santo André indica criação de ambulatórios da Dor e da Mulher

Renatinho Santigo quer ampliar o atendimento especializado, principalmente para mulheres que enfrentam dificuldades no diagnóstico da edometriose

18/03/2026 | 23:44
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O vereador de Santo André Renatinho Santiago (Avante) apresentou indicação ao prefeito Gilvan Ferreira (PSDB) sugerindo a criação de dois novos equipamentos de saúde no município: os ambulatórios da Dor e da Mulher. A proposta tem como objetivo ampliar o atendimento especializado, principalmente para mulheres que enfrentam dificuldades no diagnóstico e tratamento da edometriose, bem como de outras doenças que causam dor crônica.

Segundo o parlamentar, a iniciativa surgiu a partir das demandas que chegam diariamente ao seu gabinete e também durante visitas às comunidades da cidade. “No nosso gabinete ouvimos muitos pedidos de socorro. Durante visitas às casas das famílias da nossa cidade, muitas mulheres compartilham suas dores, suas dificuldades e a demora no diagnóstico. Por isso, sempre digo: essa luta não é de uma mulher sozinha. É de toda a sociedade”, afirmou o vereador, que pretende buscar parceria com a FUABC (Fundação do ABC). 

“Apresentamos a indicação ao nosso prefeito Gilvan, para estudo da implemen-tação de um Ambulatório da Dor que atenda mulheres com diferentes diagnósticos, como endometriose, fibromialgia e outras condições”, complementou Renatinho Santiago, que é autor de duas leis voltadas ao tema: uma que prevê o Programa de Prevenção e Tratamento da Endometriose no município e outra que institui a Semana de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose.

As propostas buscam estruturar um atendimento mais completo dentro da rede municipal, com foco em acolhimento, informação e acompanhamento contínuo das pacientes. Entre as medidas previstas estão a realização de exames clínicos e laboratoriais, campanhas anuais de orientação e prevenção, além da oferta de tratamento adequado às mulheres diagnosticadas com doenças como a endometriose. As leis também dão ênfase à capacitação constante dos profissionais da rede pública de saúde.

Segundo o vereador, os projetos, que já são leis e estão em fase adequação, preveem a realização de exames clínicos e laboratoriais, campanhas anuais de orientação, prevenção e tratamento. Também propõem treinamento e atualização periódica dos profissionais de ginecologia e obstetrícia, aliados aos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para o tratamento da endometriose. Além disso, prevêm campanhas de conscientização, inclusive nas proximidades das escolas, envolvendo alunos e professores, garantindo o cuidado com pacientes em idade escolar. 

O vereador ressaltou a importância de campanhas de conscientização tendo em vista que muitas adolescentes sofrem bullying nas escolas, causando prejuízos psicológicos. “Está havendo muito bullying também com meninas de 12 a 15 anos por causa do ciclo menstrual. Muitas vezes elas ficam inchadas, o corpo muda um pouco, e acabam sendo alvo de comentários maldosos, como se estivessem grávidas. Precisamos falar sobre isso, orientar e conscientizar”, afirmou. 

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