Editorial Os dados do ranking do Instituto Trata Brasil mostram que o Grande ABC convive com avanços e recuos no acesso à água e ao esgoto, cenário que reforça a necessidade de transformar a universalização dos serviços em prioridade permanente. As informações indicam que há capacidade técnica e financeira para ampliar cobertura, desde que haja planejamento, continuidade e investimento. Exemplos locais demonstram que metas podem ser atingidas, mas também revelam que oscilações comprometem resultados. Diante desse quadro, a região precisa tratar o saneamento como política pública com metas claras e monitoramento, evitando interrupções que retardam ganhos já alcançados.
A universalização proporciona efeitos positivos diretos para a população e para o desenvolvimento urbano. A ampliação do abastecimento reduz doenças associadas à falta de água tratada, alivia a pressão sobre o sistema de saúde e melhora indicadores sociais. A coleta e o tratamento de esgoto contribuem para a preservação de rios, diminuem a poluição e favorecem a recuperação ambiental. Além disso, a infraestrutura adequada valoriza áreas urbanas, atrai investimentos e aumenta oportunidades econômicas. Municípios que alcançaram cobertura total demonstram que o retorno não se limita ao campo sanitário, alcançando qualidade de vida, produtividade e organização territorial.
Nesse contexto, cresce a expectativa em relação à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), agora sob gestão da iniciativa privada, para que acelere a expansão dos serviços e reduza perdas na distribuição. O volume de recursos anunciado e as metas de ampliação indicam caminho possível para encurtar prazos e superar entraves históricos. O Grande ABC aguarda que esse novo ciclo se traduza em resultados efetivos. A universalização do saneamento não pode ser postergada, pois seus impactos na sociedade são extremamente benéficos, o que exige compromisso contínuo para que o acesso pleno ocorra no menor tempo possível. A sociedade civil vai ficar de olho!
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