Memória Poeta, compositora e memorialista, Aída Arnoni Bressan coletou histórias na cidade que sem o seu esforço estariam irremediavelmente perdidas

São os manuscritos de dona Aída, devidamente datilografados e que ela pretendia transformar em livro. Com sua morte, o genro, Carlos de Castro Alves de Oliveira, confiou essas preciosidades aos nossos cuidados.
Em 2010 publicamos os primeiros casos, numa série que chamamos de “Crônicas de dona Aída”. Retomamos à leitura destes escritos tão puros e gostosos, enriquecendo a Semana Ribeirão Pires 2026 e saudando o amor que a autora dedicava à cidade.
ILUSTRAÇÃO - O brasão da cidade ganha a foto de Aída Bressan, num trabalho do infografista Agostinho Fratini, da Editoria de Artes do Diário.
A foto de dona Aída foi tirada durante o 7º Congresso de História do Grande ABC, realizado em Rio Grande da Serra em 2002.
Quem preservou esta e outras fotos do 7º Congresso foi Anita Ramos, então secretária municipal de Educação e Cultura. E quem repassou a foto à Memória foi jornalista e historiador Roberto Nascimento.
Dona Aída, naquele congresso, foi homenageada por ter sido a autora do Hino Oficial de Rio Grande da Serra. “Criança, brinquei muito aqui em Rio grande”, contou dona Aída em 2002.
Dois craques de Ribeirão e outras histórias que dona Aída conta
Nos áureos tempos do amadorismo no futebol, o Ribeirão Pires FC revelou dois grandes jogadores: Alfredo de Marco, para o Corinthians Paulista, Guilherme Napoli, para o Ipiranga. Os amigos do Ribeirão tornavam-se rivais no futebol.
O Corinthians havia sido tricampeão paulista e empreendeu viagem à Itália. Grandes vitórias internacionais.
No retorno, decidiu-se marcar um amistoso entre Corinthians e Ipiranga. Napoli e de Marco, como de costume, seguiram juntos de trem para o jogo em São Paulo. Na viagem, Albino de Marco, pai do Alfredinho, desafiou Napoli.
- Você não vai nem pegar na bola.
A resposta veio em campo: Ipiranga 5, o poderoso Corinthians 4.
PASSARINHOS
Narciso Tunini tinha um apelido: “Arrepia Pelo”. Na década de 1920 ganhava a vida fornecendo passarinhos ao Hotel Balneário, em Santos. Naquele tempo, alimentar-se de passarinhos era permitido.
Quem caçava passarinhos aqui em Ribeirão era Domingos Bressan e Pedro Tunini, filho do “Arrepia Pelo”. Uma dúzia de sabiás valia 10 mil réis. A caça era feita aos domingos e feriados, para os almoços de finais de semana em Santos.
Quando não havia como caçar tantos pássaros, “Arrepia Pelo” fornecia bezerros ou leitões.
O “LEITOR”
Vicente Grecco não sabia ler, mas comprava jornais todo santo dia. E ficava atento aos comentários junto à banca de jornais.
Se alguém lhe perguntasse sobre determinada notícia, ele abria o jornal na página certa e comentava o que havia gravado das conversas ao redor. Jamais se enganava.
CALÇAMENTO
O mesmo Vicente Grecco foi o responsável pelos primeiros calçamentos de ruas em Ribeirão Pires, numa sociedade mantida com os amigos Tamaro Rotondo e José Moreno.
A primeira via calçada foi a Rua do Comércio, entre 1927 e 1930. Outras ruas centrais foram calçadas pelos três, numa sociedade que perdurou até 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial.
COMPOSIÇÃO. Aída Arnoni incorpora-se à Semana Ribeirão Pires 2026
Para a edição 20.114...
João Geraldo
Comecei no Diário na revisão, depois fiquei um período na secretaria gráfica e por fim na redação, de 1984 a 1991, passando pelas editorias de Polícia, Turismo, cadernos de TV e de automobilismo.
Lembro de uma foto que tirei do Volkswagen Apollo e do Ford Verona, um ao lado do outro, no estacionamento da fábrica, em São Bernardo.
Frutos da joint venture entre as duas marcas, os carros eram, na essência, o mesmo modelo. Isso era uma grande novidade naquele período da indústria automotiva, época em que os veículos especializados valorizavam muito a antecipação de segredos das montadoras.
Creio que o registro foi feito no primeiro semestre de 1989, já que o Verona foi lançado em novembro daquele ano e o Apollo em junho do ano seguinte.
Hoje, tenho participação em uma editora especializada em transporte rodoviário de carga e de passageiros. Temos as revistas impressas “O Carreteiro” e “Transporte Mundial” e os respectivos portais na internet, o videocast “Vozes do Transporte” e a “TV Caminhão”, no youtube. Jornada iniciada em 1993.

Crédito da foto 2 – Fernando Ferreira
GERALDO. Sete anos no Diário e a descoberta da cobertura automobilística
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Terça-feira, 23 de março de 1976
MANCHETE – Projeto do BNH dá opção para aluguel ou comra de casa.
SÃO BERNARDO – Cidade vai ter três novos distritos policiais, nos bairros Assunção e Rudge Ramos, e no Distrito de Riacho Grande.
NOTA – Há meio século, São Bernardo uma única delegacia de polícia.
FUTEBOL – No estádio do Jaçatuba, Santo André 0, Saad 0, no primeiro jogo da série de dois pelo Troféu Grande ABC.
EM 23 DE MARÇO DE...
1916 - Maria de Jesus Caccioli nascia em Santos. Dona Micas, como era chamada, veio menina para Santo André e aqui casou-se com Aurélio Caccioli. Era considerada a mulher mais bonita da cidade.
1921 - Nascia, em Santa Cruz do Rio Pardo, José Raul Poletto, advogado e vereador de Santo André na primeira legislatura após o Estado Novo.
1926 – Nascia, em São Bernardo, Nelson Marson. Técnico eletrônico, jogador do Palestra e galã na velha Vila de São Bernardo.
1966 - Diário Oficial do Estado publicava a nomeação de 15 serventes para diversos grupos escolares e ginásios de Santo André. Estranhamente, nenhum para o Instituto de Educação Américo Brasiliense, o que motivou nota do jornalzinho da escola.
1996 – Manchete do Diário: Engavetamento envolve 42 carros e mata quatro na Anchieta. Tragédia foi provocada pela chuva forte e pelo excesso de velocidade de um caminhão.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
No Estado de São Paulo hoje é o aniversário de Ouro Verde (1954) e Viradouro (1916).
Hoje também é o aniversário de Florianópolis, capital de Santa Catarina, fundada em 23-3-1726.
E mais: Apodi (RN), Grão Mogol (MG) e Vila Valério (ES).
HOJE
Dia Mundial da Meteorologia
Dia do Naturólogo
Dia do Acupunturista
Dia do Naturopata
Dia do Tearapeuta Natural.
Santa Rebeca (Rafka)
23 de março

É conhecida como a Santa Maronita do Líbano (1832-1914). Rafka Pietra Choboq Ar-Rayès foi uma freira. Canonizada em 2001 pelo Papa João Paulo.
Ilustração: Paróquia São Charbel, em Campinas (SP).
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