Nova chance Programa oferece acompanhamento social a adolescentes que deixaram as unidades
Prefeito Marcelo Oliveira e a presidente Claudia Carletto oficializaram o termo de cooperação (FOTO: Denis Maciel/DGABC)

A Prefeitura de Mauá e a Fundação Casa firmaram um acordo de cooperação técnica para ampliar a reinserção social de adolescentes que cumpriram medida socioeducativa. A assinatura ocorreu na quarta-feira (18), no gabinete do prefeito Marcelo Oliveira (PT), e marca a implantação do programa Depois do Amanhã no município, com foco no acompanhamento dos jovens após a saída da instituição.
A iniciativa prevê a participação voluntária de adolescentes no programa, com assistência por até seis meses, podendo ser prorrogada quando necessário. O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos e assistentes sociais. O objetivo é garantir a continuidade do acesso à educação, à saúde, à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho.
No Grande ABC, a Fundação Casa possui cinco unidades localizadas em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá, que atualmente abrigam 216 adolescentes, oriundos de diferentes regiões do Estado.
A iniciativa já está em funcionamento em Diadema e agora chega a Mauá, enquanto outras cidades do Grande ABC estão em negociações.
Para o prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira, a parceria fortalece as políticas públicas voltadas à ressocialização e também impacta diretamente na segurança. “Nosso governo tem trabalhado para dar oportunidade às pessoas. Esse programa é fundamental para que o jovem não volte a cometer atos infracionais e consiga se reinserir na sociedade.”
O chefe do Executivo destacou ainda que a atuação será integrada, envolvendo áreas como assistência social, saúde, trabalho e renda, além do diálogo com empresas para ampliar a empregabilidade. “É mais uma ferramenta para acolher, dar esperança e oportunidade”, disse.
A presidente da Fundação Casa, Claudia Carletto, explicou que o programa atua no período pós-internação, quando o jovem já cumpriu a medida socioeducativa, mas ainda enfrenta desafios para retomar a vida fora da instituição.
“O adolescente não precisa mais ter vínculo com a Fundação, mas a gente trabalha para que ele entenda a importância de seguir nesse caminho. É um acompanhamento próximo, com o jovem e a família, para identificar necessidades e ajudar na reconstrução da trajetória”, afirmou.
Segundo ela, o trabalho inclui apoio para matrícula e permanência na escola, acesso a cursos profissionalizantes e encaminhamento para oportunidades de emprego, inclusive por meio de programas voltados à aprendizagem. “Pegamos pela mão mesmo, ajudamos na inscrição e acompanhamos o desenvolvimento. O objetivo é gerar autonomia e renda, porque muitas vezes a vulnerabilidade econômica é o que levou esse jovem ao ato infracional”, disse.
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