Palácio dos Bandeirantes Deputado federal é cotado para ser candidato a governador de São Paulo pelo Missão, partido formado pelo MBL (Movimento Brasil Livre)
FOTO: Denis Maciel/DGABC

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) – cotado para entrar na disputa pelo governo de São Paulo – disse que, caso opte pela desistência de uma tentativa de reeleição no Legislativo em favor da empreitada eleitoral majoritária, será a terceira via ante a polarização dos projetos encabeçados pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e por Tarcísio de Freitas (Republicanos). O chefe do Palácio dos Bandeirantes, que buscará nas urnas se manter no cargo, foi alvo de críticas do parlamentar, que está no segundo mandato, ontem em entrevista ao Diário.
Com raízes no MBL (Movimento Brasil Livre), Kim afirmou acreditar que terá um crescimento eleitoral exponencial. O deputado justifica a projeção em uma pesquisa encomendada com recursos próprios em 2024. O levantamento mostrou que seu nome é desconhecido por parcela significativa da população paulista. “Meu nível de desconhecimento entre as pessoas é muito grande, de 80%, mas tenho uma boa intenção de voto. Ou seja, a proporção de quem me conhece e vota é maior do que a proporção do Tarcísio e maior do que a do Haddad”, disse. Segundo Kim, pesquisas de intenção de voto, a depender dos institutos, o colocam em cenários de pontuação entre 5% e 13%.
O deputado lembrou que demais pré-candidaturas não se sustentaram, entre as quais a do presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André que deve encaminhar projeto para a disputa de uma cadeira na Câmara Federal, e a do empresário Luiz Felipe D’Avila (Novo). Sem esses nomes e com a oficialização de Haddad, outros políticos da esquerda e aliados do PT deixam o cenário. Dessa forma, o pleito, segundo Kim, caminha para apenas três candidaturas. “É um cenário favorável para mim, já que outros foram excluídos”, afirmou o deputado.
O parlamentar destacou que, com poucos concorrentes, as emissoras de televisão passam a abrir espaço para a candidatura do Missão se apresentar em debates e sabatinas.
POLÊMICAS
Na condição de deputado federal, Kim Kataguiri tem se posicionado a favor de punição dura contra agressores sexuais. Projeto de sua autoria prevê a castração física de condenados por estupro.
Crítico ao movimento bolsonarista, Kim mirou artilharia contra aquele que talvez seja seu adversário eleitoral, Tarcísio de Freitas, o qual chamou de covarde e medroso. O deputado também afirmou não se acovardar ou temer desgaste político ao garantir que, caso eleito, adotará ações mais enérgicas da Polícia Militar contra facções criminosas.
“Nossa Polícia Militar está insatisfeita com a gestão Tarcísio, e com razão. Porque o governo prometeu reajuste e não deu e, ao mesmo tempo, prometeu liberdade de atuação, o que não está sendo dada pelo Estado. Então, se eu for governador, sem dúvida nenhuma, a tropa terá um salário digno e a liberdade para fazer operações de ‘limpa’ em relação ao crime organizado. Aquela operação icônica que vimos no Rio de Janeiro, a Polícia Militar de São Paulo quer fazer, mas não faz por causa da covardia do governador, que não quer bancar por medo de apanhar de ONG (organização não governamental) e por medo de apanhar de partido de esquerda. Não tenho esse medo. Apanho o que for para fazer uma operação daquelas por dia até exterminar o crime organizado no Estado”, afirmou Kim.
GRANDE ABC
O deputado federal disse ainda que, desde 2019, quando assumiu o primeiro mandato, já destinou para cidades do Grande ABC mais de R$ 15 milhões em emendas parlamentares. Os recursos foram destinados para custeio de média e alta complexidade na saúde, para a atenção primária e também para a segurança pública.
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