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Na região, 241 vítimas de violência doméstica recebem auxílio-aluguel

Distribuição é de R$ 500 por mês; entre março de 2025 e fevereiro de 2026, programa do Estado investiu R$ 779 mil

21/03/2026 | 09:30
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Freepik Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


No Grande ABC, 241 mulheres que sofreram violência doméstica são atendidas atualmente pelo programa auxílio-aluguel do governo do Estado. A iniciativa, que completa um ano de execução, já beneficiou 264 mulheres na região entre março de 2025 e fevereiro deste ano. O investimento total destinado para os sete municípios no período foi de R$ 779 mil.

O programa oferece ajuda mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade consigam se afastar do agressor, romper o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com mais segurança.

Na divisão do Grande ABC, São Bernardo concentra o maior volume de recursos, com R$ 253,5 mil destinados a 84 mulheres. Em seguida aparecem Rio Grande da Serra, com R$ 187 mil para 43 beneficiárias, e Diadema, com R$ 115,5 mil para 34 mulheres. Santo André soma R$ 97 mil (30 atendidas), Mauá registra R$ 92,5 mil (60 mulheres), Ribeirão Pires R$ 21 mil (cinco casos) e São Caetano R$ 12,5 mil (oito beneficiárias).

Outro recorte importante mostra que 92 mulheres tiveram o benefício prorrogado por mais seis meses na região, após o período inicial. A extensão é prevista para casos em que ainda há necessidade de proteção e suporte.

Em todo o Estado, 6.000 mulheres foram atendidas no primeiro ano do programa, com investimento de R$ 16,5 milhões. Na Região Metropolitana de São Paulo, são 886 beneficiárias e cerca de R$ 2,3 milhões aplicados.

Segundo o coordenador do programa, Marcelo Ricci, o auxílio tem papel essencial na proteção das vítimas. “Esse recurso é fundamental para que a mulher consiga recomeçar sua vida, se afastar da situação de violência e romper com esse ciclo”, afirma.

Ricci destaca ainda que o suporte vai além do valor financeiro. “Não há um tempo específico para essa retomada. A rede socioassistencial é essencial nesse processo, oferecendo acompanhamento psicológico e social para que essa mulher consiga avançar”, explica.

O coordenador também reforça a importância da atuação conjunta entre Estado e cidades. “Os municípios têm papel fundamental no atendimento, desde a acolhida até o encaminhamento dessas mulheres. É um trabalho integrado para garantir proteção e autonomia”, completa.

Para ter acesso ao benefício, é necessário possuir medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado e estar em situação de vulnerabilidade social. O atendimento é realizado por equipes municipais, que também são responsáveis pelo acompanhamento das beneficiárias e pela articulação com outros serviços públicos.

PERFIL

Disponível em 585 municípios, o programa mostra que a maioria das atendidas está em idade economicamente ativa. A faixa de 30 a 39 anos concentra o maior número de beneficiárias, seguida pelos grupos de 40 a 49 e de 20 a 29 anos – um recorte que evidencia o impacto da violência doméstica sobre mulheres em fase produtiva.

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