Palavra do Leitor
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STF e Vorcaro – 1
Dizem que perguntar não ofende, então vamos lá: por que o Banco Master contratou o escritório da mulher de Alexandre de Moraes por R$ 129 milhões, além dos escritórios dos filhos de Nunes Marques e de Antônio Rueda, para prestarem consultorias ao banco? Por que contratou o escritório de Lewandowski, ainda ministro da Justiça, e Guido Mantega, para prestarem serviços com valores milionários? Por que uma empresa ligada ao Master se interessou em comprar parte de um resort pertencente à família de Toffoli? Por que Ibaneis Rocha envolveu o BRB (banco estatal) na tentativa de adquirir o Master, quando este já estava mal das pernas? Por que Ciro Nogueira apresentou a chamada “emenda Master” (não aprovada), que ampliaria o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão? Por que fundos de pensão do Rio, Amapá e diversas prefeituras compraram letras do Master e ficaram no prejuízo? Vorcaro terá uma ótima oportunidade para esclarecer tudo isso à nação brasileira, que está ávida pela verdade e pela justiça. Há, entretanto, um forte movimento no STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir que essas informações venham à tona. Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo de “Lulinha” (no âmbito da CPMI do INSS), e Gilmar Mendes a quebra de sigilo do Fundo Arleen (no âmbito da CPMI do Crime Organizado), que negociou o resort com a família Toffoli. Será que Vorcaro estava contratando serviços ou algo que não sabemos bem ainda?
Mauri Fontes
Santo André
STF e Vorcaro – 2
Bastou sinalizar a possibilidade de uma delação para que o status de Vorcaro investigado, mudasse de forma sensível. Da cela de segurança máxima na Penitenciária Federal de Brasília – sob vigilância constante – para condições significativamente mais confortáveis em dependências da Polícia Federal. Não chega a um padrão Trancoso, é verdade – mas a diferença já é mais do que perceptível. O roteiro é conhecido: em troca de colaboração, promete-se contar tudo, apresentar provas, indicar envolvidos e ajudar a esclarecer os fatos. Em contrapartida, surgem benefícios – da progressão de regime à possibilidade de responder em liberdade, além de eventuais reduções de pena. Segundo a imprensa, autoridades responsáveis pelas decisões sobre o caso estiveram presentes em eventos ligados ao investigado. Soma-se a isso o fato de que, em momentos anteriores, não se vislumbrou motivo para medidas mais duras. Agora, diante do silêncio, cresce a dificuldade de sustentar, aos olhos do público, uma percepção de plena isenção. Em um País marcado por sucessivos escândalos, não é difícil entender o ceticismo do cidadão. Afinal, quando acordos passam a definir destinos e versões ganham valor de moeda, a dúvida deixa de ser exceção e passa a regra. No fim, não é a promessa de revelar que impressiona – é a incerteza sobre até onde se pretende realmente chegar. Parece simples – mas não é. Nem sempre uma delação alcança tudo o que deveria ser apurado.
Luciana Lins
Campinas (SP)
STF e Vorcaro – 3
Não bastam os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, envolvidos com senhor Vorcaro e suas falcatruas, agora temos Gilmar Mendes anulando quebra de sigilo do fundo Arleen, sobre o resort de propriedade do ministro Toffoli e que foi aprovada pela CPI do crime organizado. E hoje, mais um ministro, Nunes Marques, tem a notícia do filho Kevin Marques recebendo dinheiro da Consult (JBS e Master). E o Código de Conduta não sai do papel? Impeachment já!
Tania Tavares
Capital
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