Palavra do Leitor Confira a opinião dos leitores sobre temas do jornal

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Síndrome de Down
‘Grande ABC registra 1.128 pessoas com síndrome de Down’ (Setecidades, dia 21). O Diário, por meio de reportagem importantíssima, nos convida a debruçar em atenção, carinho, respeito e empatia para com essa e outras causas sobre a saúde imprescindível. E aproveitando a temática social e clínica das pessoas com síndrome de Down, vamos nos atentar, também, para aqueles que são portadores do TEA (transtorno do espectro autista). Os portadores da síndrome de Down, assim como os portadores do transtorno do espectro autista precisam de nosso sentimento de compreensão, altruísmo, humanidade e amor plural. Jamais o sentimento desumano, vergonhoso e inexplicável, de preconceito. É preciso lembrar sempre e definitivamente que todos esses portadores são, antes de mais nada, seres humanos como nós, e com o direito absoluto de viver a vida com dignidade.
Cecél Garcia - Santo André
Liberais e a esquerda
O saudoso e genial Roberto Campos, que, ao lado de Rui Barbosa, é o mais inteligente e culto político brasileiro de todos os tempos, disse a seguinte frase: “No meu dicionário, socialista é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro dos outros e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros”. Eu acrescentaria outra frase dele, simples e objetiva: “No Brasil, a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor”. Não à toa, Roberto Campos e Rui Barbosa eram liberais. Os defensores do verdadeiro liberalismo se tornaram ilhas em meio a um oceano de mediocridade, corrupção, incompetência e, por isso, estamos fracos e quase indefesos. Tomara que um dia nos livremos das amarras dos “esquerdistas” que vêm enganando as almas ingênuas, com os seus argumentos distorcidos há mais de 20 anos, que só atrapalham o nosso desenvolvimento. Até quando vamos conviver com essa inércia? Para os políticos corruptos agregados em uma infinidade de partidos, do jeito que o Brasil se encontra é exatamente o jeito que sempre sonharam, um País em que predomina a impunidade política e o povo não tem voz nem vez, portanto, um povo acomodado e que apenas assiste de olhos vendados aos corruptos vorazes sacarem dinheiro do seu próprio bolso, é o sonho de qualquer criminoso de colarinho-branco.
Francisco Emídio Carneiro - São Bernardo
Atuação do Supremo
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), declarou: “Eu não quero ser diferente. Quero fazer o certo pelos motivos certos. Ser um bom juiz não é ser estrela.” Esse é o verdadeiro papel de um bom magistrado. São afirmações óbvias, mas infelizmente não refletem o que temos vivenciado na Suprema Corte ultimamente. Ele acrescentou: “Coragem é a capacidade de, em meio à adversidade, manter a tranquilidade para decidir. Não é falar alto, ser arrogante ou subir o tom, mas tomar decisões de forma racional, justificada e motivada.” Ressaltou ainda que humildade não é fraqueza, mas grandeza: é reconhecer que, no fundo, ninguém é mais do que ninguém. Não podemos esquecer que um juiz é, antes de tudo, um servidor público. Seu papel é servir à sociedade e fazer cumprir as leis. Quando os holofotes se concentram excessivamente em um juiz, transformando-o em protagonista, algo não está caminhando bem. Segundo pesquisa da Atlas Intel, 60% da população não confia no STF – um número expressivo. Nesse cenário, Mendonça é o mais bem avaliado da Corte. Ele tem demonstrado qualidades essenciais para julgar com comedimento, isenção e respeito às leis. É uma luz no fim do túnel em um País fora dos trilhos. Nenhum país terá instituições sólidas se os ocupantes de seus cargos não estiverem à altura da função. Força, ministro. O Brasil confia em você e está contigo.
Mauri Fontes - Santo André
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