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Região inaugura maior linha de transmissão de energia subterrânea do País

Iniciativa visa ligar a Capital paulista ao Grande ABC e beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo

Beatriz Mirelle
26/03/2026 | 16:10
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Nario Barbosa/DGABC
Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A empresa ISA Energia Brasil inaugurou nesta quinta-feira (26), em São Caetano, o projeto da maior linha de transmissão subterrânea do País, de 44,6 quilômetros de extensão. A iniciativa visa ligar a Capital paulista ao Grande ABC e beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. Parte dos equipamentos do sistema estão instalados na nova subestação na Avenida Guido Aliberti, que possui 800 MVA (Megavolt-Ampère) de potência. 

De acordo com a companhia, o objetivo é aumentar a capacidade de atendimento do setor pelos próximos 30 anos. As obras foram finalizadas com cinco meses de antecedência em relação ao prazo estipulado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Agora, o recurso gerado pela Usina de Itaipu, que é a maior da América Latina, poderá chegar até a Subestação Sul, em Santo André, a partir do abastecimento de quatro fontes distintas: Baixada Santista, Embu Guaçu, Ibiúna e Tijuco Preto – antes eram apenas duas. Além da abertura de subestação no Grande ABC, o plano Riacho Grande conta com nove quilômetros de linhas aéreas e a ampliação das unidades Miguel Reale e Sul.

A subestação São Caetano possui 11.800 metros quadrados e é a primeira no Grande ABC com a tecnologia que ocupa até 75% menos espaço e tem baixo nível de ruído, ideal para áreas urbanas. Após investimento de R$ 1,1 bilhão, o sistema renderá RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 93,1 milhões à companhia, que foi selecionada em leilão em 2020. 

O diretor-presidente da ISA Energia Brasil, Rui Chammas, explica que todo programa   busca trazer acesso direto à novas fontes de energia para a região. “Essas cidades têm crescido graças ao avanço da eletrificação, eletromobilidade e data centers.  Essa obra buscou minimizar qualquer impacto ambiental nos locais onde os cabos subterrâneos passam. Ela como um todo contribui para o processo de descarbonização do País. Isso  faz parte de um planejamento de longo prazo que permita que as  indústrias  consigam demandar ainda mais.”

Segundo ele, a ação garante confiabilidade já que os equipamentos não ficam expostos ao contato com chuva, forte calor e até animais. 

A empresa destaca que a instalação conta com três transformadores com capacidade de 400 MVA, projetadas para operar de forma silenciosa mesmo sob carga máxima. Duas delas funcionam continuamente, enquanto a terceira fica em reserva estratégica.

As obras contaram com 2.200 funcionários diretos e indiretos. Em operação, os paineis serão administrados de forma remota.

“O Projeto Riacho Grande aumenta a robustez e a flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional, especialmente em uma área caracterizada por elevada densidade de carga, crescimento industrial contínuo e grande complexidade urbana. Essa infraestrutura contribui para a mitigação de riscos operacionais, amplia a capacidade de atendimento à expansão da demanda e fortalece a resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos”, diz o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Márcio Rea.   




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